SAFRAS (08) O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína ABIPECS, Pedro de Camargo Neto, disse hoje durante balanço do setor, que o Brasil terminará o ano contabilizando os primeiros efeitos da mais grave crise mundial desde os anos 1930, que afetou brutalmente a liquidez dos mercados. Mesmo assim, para sermos coerentes com os resultados colhidos na maior parte de 2008, a avaliação sobre 2008 é positiva.
O ano foi bom. Não fosse a crise financeira global, teria sido um dos melhores anos. Bons preços, mercado interno em crescimento, exportações estáveis e com perspectivas ainda melhores, avaliou o dirigente.
Entre os pontos positivos, que fizeram o setor avançar em 2008, Camargo Neto destacou o Chile, que reconheceu Santa Catarina como região livre de febre aftosa sem vacinação; Os EUA, que enviaram ao Brasil missão veterinária para coletar dados com o objetivo de realizar análise de risco, que deve estar prestes a ser concluída e o Japão, que encaminhou extenso questionário como primeiro e decisivo passo para o processo de abertura do maior mercado importador de carne suína do mundo. De acordo com o dirigente, é possível também enxergar perspectiva concreta de abertura de alguns novos mercados, em particular a China.
Do ponto de vista de mercado interno, o dirigente disse que 2008 foi um ano excelente, com aumento do consumo per capita, pouco acima de 13 kg.
A produção de carne suína deverá terminar o ano com 3,03 milhões de toneladas, em relação a 2,98 milhões de toneladas em 2007. Para 2009, a ABIPECS estima produção de 3,1 milhões de toneladas, o que deverá significar uma ampliação de 2,3% em relação a 2008.
No Rio Grande do Sul, sob a liderança do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos (SIPS), as ações de sanidade animal avançam muito bem, preparando o Estado para receber a missão da União Européia, que, acreditamos, deverá ocorrer no primeiro semestre de 2009. Não se exporta sem sanidade, que é ação pública, por meio dos serviços estaduais e federal, e com a participação do setor privado, apoiando e incentivando o poder público, disse Pedro de Camargo Neto.
As informações são da ABIPECS.
(VA)