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-carnes:sfa/rs divulga nota em que chama atenção para exportações à rússia

28/10 - 18:25 - Agência Safras

SAFRAS (28) - A Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul(SFA/RS), divulgou nota à imprensa nessa terça-feira (28), em que chama atenção para a chegada das autoridades sanitárias da Rússia ao Brasil, onde farão vistoria nos segmentos de bovinos, suínos e aves. Na nota, o Superintendente Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul, Francisco Signor, destaca a importância de mercado russo para a carne brasileira nesse momento de preocupação generalizada com a demanda face à crise financeira global, enquanto também defende a necessidade de diversificar mercados compradores. Abaixo, a íntegra da nota assinada pelo superintendente: Exportações para o mercado da Federação Russa: As autoridades sanitárias da Rússia estão novamente no Brasil inspecionando e reinspecionado estabelecimentos de produção, industrialização e unidades veterinárias.

As vistorias contemplam três segmentos: Bovinocultura, Suinocultura e Avicultura, compreendendo todos os estados que possuem status de livre de aftosa com e sem vacinação.

Somente no Estado do Paraná, que não foi inspecionado nas visitas anteriores, são 15 estabelecimentos. No Rio Grande do Sul serão quatro plantas frigoríficas, três granjas de terminação de suínos e uma unidade local veterinária.

Quanto aos aspectos sanitários, o sistema brasileiro continua agradando e atendendo às exigências dos inspetores daquele país, atualmente o maior comprador de carnes do Rio Grande do Sul. Entretanto, além da questão sanitária, outro fator determinante para o mercado é a questão comercial, a qual começa apresentar dificuldades em conseqüência da crise financeira global. Trata-se de um mercado que, hoje, absorve mais de 50% das exportações de carne suína do RS e praticamente igual quantidade das outras carnes também - bovina e de aves. E esse potencial pode apresentar-se ainda maior, além de reexportar o produto para países que gravitam politicamente ao seu redor, sua geopolítica.

A Superintendência Federal de Agricultura no RS tem manifestado freqüentemente aos segmentos sua preocupação quanto à concentração do mercado, tanto em seu aspecto positivo, como negativo. Favorável pela quantidade e preço, mas, ao mesmo tempo, temeroso pela possibilidade de suspensão das importações, em virtude dos eventos relacionados a questões sanitárias ou comerciais, como no caso presente. A suspensão brusca dos negócios não permite que a produção seja redirecionada para outros mercados - externo ou interno - impactando os estoques, penalizando e desestruturando toda a cadeia, causando prejuízos irreversíveis para o setor público e privado, dadas as características da complexidade do sistema de produção, principalmente avicultura e suinocultura.

Neste momento, em função da crise financeira, a Rússia já se retrai e sinaliza com a necessidade de redução de preços das carnes. Vale lembrar que o Brasil já exportou carne suína para o país a menos de mil dólares a tonelada, basta recorrer aos dados de 2005 e anteriores. É natural, nestas circunstâncias, que os compradores proponham negociar os preços, especialmente um país que sabe quanto importa do Brasil e conhece a realidade do mercado. Nos terminais de Itajaí, em Santa Catarina, são mais de 130 mil toneladas de produtos cárneos aguardando renegociação, segundo notícias veiculadas na imprensa.

Precisamos de um plano estratégico permanentemente, para que estejamos sempre preparados para tais situações, buscando diversificar os mercados compradores, evitando assim a concentração. No momento, estamos mais uma vez diante de um desafio que se apresenta como um obstáculo, que exige muita qualificação do Brasil. Uma prova de fogo e resistência. Pior seria se fosse o inverso, que tivéssemos que importar. Afinal, não estamos sós nessa crise. A certeza que temos é de que toda a humanidade precisa se alimentar, por isso a roda não pára. Não há outro país melhor que o Brasil para buscar alimentos.

Estamos em condições de disputar, com qualidade, quantidade e competitividade, frente aos os demais fornecedores.

(VA)




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