SAFRAS (13) - O consumo aparente de combustíveis no Brasil cresceu 9,68% no primeiro semestre do ano, ante 2007. Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), foram comercializados 51 bilhões de litros, contra 46,5 bilhões no ano passado.
O principal aumento veio do álcool hidratado, cujas vendas subiram 52,94%, impulsionadas pela queda nos preços (-12,1%) no período e pela expansão da frota de carros flex fuel.
Já a gasolina C, que inclui a mistura de 25% de álcool anidro, cresceu apenas 1,03%, mesmo com a retração média dos preços (-5,7%). Com o aumento nas vendas, a participação do álcool na matriz veicular brasileira passou de 14% a 17,5%. Somado com o percentual do biodiesel (1%), os biocombustíveis já representam 18,5% do total comercializado no País.
Segundo o superintendente de abastecimento da ANP, Edson Silva, a tendência é que os preços mais atrativos e aumento da produção sigam ampliando o mercado de álcool no Brasil. Com o aumento da mistura do biodiesel ao diesel (de 2% a 3% em julho), a participação das fontes renováveis pode superar os 20% até o final do ano. "A queda de preços se deu de maneira mais forte no álcool e o crescimento da economia ajudou o consumo de diesel", analisou Silva.
De acordo com a ANP, o diesel, combustível de maior peso na matriz veicular brasileira (51,2%) teve 21,7 bilhões de litros comercializados, uma alta de 9,84%, ajudado também pelo maior despacho nas termelétricas este ano. Já o GNV teve queda nas vendas (-1,38%), prejudicado pela alta dos preços (9,5%). Se por um lado o álcool aumentou seu peso, a gasolina A (pura) vem perdendo espaço. No primeiro semestre, a participação do combustível foi de 26,1%, contra 28,5% no ano passado. As informações são da agência Leia.
(DP)