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Governo: requião diz que saida de marina é uma perda ao pr e ao brasil

15/05 - 07:02 - Agência Safras

SAFRAS (14) - Para o governador do Paraná, Roberto Requião, a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente representa uma perda para o estado, para o país e para o mundo. Por meio de nota oficial divulgada nesta quarta-feira (14), Requião falou sobre os avanços conquistados por Marina Silva à frente do Ministério e a importância do seu apoio nos posicionamentos e na implementação da política ambiental do Paraná.

"Marina Silva é símbolo da resistência e de persistência na luta sócio-ambiental. Aqui e internacionalmente", afirmou o governador Requião em nota oficial. Segundo ele, durante o período em que foram companheiros de Senado, aprendeu a admirá-la e respeitá-la por seu comprometimento com as causas populares e com a preservação da natureza.

Requião foi enfático em dizer que, nos últimos anos, a política ambiental do Governo do Paraná tem caminhado em consonância com as diretrizes implantadas por Marina da Silva no Ministério do Meio Ambiente.

O governador lembrou o importante apoio de Marina ao Paraná, durante a 8 Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP8) e a 3a Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP3), realizadas em Curitiba em 2006, quando o Governo Federal não havia definido se apoiava ou não a rotulagem e identificação de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). Naquele momento, o Paraná posicionava-se como o primeiro Estado brasileiro a ter uma lei própria de rotulagem.

"Nesse período, graças à Marina, a posição brasileira em relação aos transgênicos avançou, em que pesem as fortíssimas resisitências de setores do Governo Federal. Deixamos a incômoda posição de defesa dos interesses das transnacionais para alinhar o nosso País ao lado dos que se preocupam com a defesa do meio ambiente, da saúde e da soberania das sementes", destacou Requião. Ele lamenta a falta que Marina fará na próxima semana, quando será realizada a COP9, na Alemanha. "O mundo sentirá falta de sua corajosa e eficiente participação", reforçou.

Requião citou ainda, as boas marcas deixadas por Marina Silva na política ambiental do Paraná, como o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama); a política estadual de recursos hídricos, as Conferências de Meio Ambiente e a criação das Unidades de Conservação Federais, para a preservação da biodiversidade.

"O Paraná lamenta a saída da amiga e companheira Marina Silva. Que isso não represente o atraso, que uma política ambiental consistente, contemporânea e preventiva não ceda espaço à voracidade do capital predatório", finalizou o governador.

Para o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, a saída de Marina Silva representa um verdadeiro desastre ambiental.

"Dificilmente teremos tempo de corrigir as consenqüências que a saída de Marina trarão para o meio ambiente do Brasil e do mundo", ressaltou Rasca.

A diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa disse que Marina representava um fronteira de resistência e de avanços para o setor. "A saída dela é lamentável porque Marina representava uma fronteira a tudo que é realmente importante para a garantia da qualidade de vida das gerações futuras, em especial a proteção da água", afirmou.

A coordenadora de Meio Ambiente da Copel, Marlene Zanin, afirmou que a saída da ministra Marina Silva é preocupante. "Marina Silva conseguiu colocar no governo federal o pensamento majoritário da sociedade a respeito das questões ambientais. Além disso, era uma grande parceria do Paraná. Agora se inicia um novo momento em que espero que haja continuidade da política que vinha sendo colocada em prática", disse.

O presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Vítor Hugo Burko, espera que a saída de Marina não aumente a tolerância a crimes ambientais. "O trabalho da ministra foi um marco na história da política ambiental do País, pois ela conseguiu mostrar para a sociedade a importância de preservar o meio ambiente.

Espero que sua mudança não interfira na condução desta política e que, em nome do desenvolvimento, não sejam cometidos crimes ambientais oficiais e legalizados", disse. As informações partem da Agência Estadual de Notícias do Parana.

(CBL)




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