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Carnes: força-tarefa de controle da raiva (rs) irá à fronteira semana que vem

02/04 - 15:26 - Agência Safras

SAFRAS (02) - O deslocamento de quatro equipes de técnicos em controle da raiva herbívora da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) para a região de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, marcada para esta semana, foi adiada em função de trâmites burocráticos que deverão ser acertados com o país vizinho e da necessidade de avaliação de possíveis focos no interior do Estado. As ações de avaliação e controle de casos da doença na região da fronteira, no entorno de Santana do Livramento, deverão iniciar na próxima semana.

Conforme o chefe do Departamento de Defesa e Fiscalização da Seapa, Fernando Groff, o atraso não modifica em nada a situação das propriedades que estão dentro do raio de abrangência do foco uruguaio. "Esse trabalho já foi iniciado pelos técnicos da região, que estão avaliando as notificações de mordeduras e realizando a primeira orientação aos produtores", explica.

A Secretaria da Agricultura ainda fará a conscientização dos produtores sobre a necessidade de aplicar a vacina contra a raiva no rebanho bovino das propriedades situadas num raio de 20 quilômetros da divisa com o Uruguai, que apresenta dois focos da doença, com morte de cerca de 40 animais. "Para prevenir a contaminação os animais que estão dentro da área de abrangência do foco estão sendo vacinados imediatamente, com revacina após 15 dias", afirma Groff. Apesar de não ser obrigatória, a imunização é necessária como ação preventiva, para proteger os animais.

Groff ainda salienta que não existe necessidade de pânico por parte dos produtores, já que a doença tem baixo impacto econômico. "Além de evitar o alastramento do foco, o que deve ser observado é a vacinação das pessoas que tiveram contato direto com os animais infectados, para evitar a contaminação entre humanos", avalia.

O médico veterinário Waylton dos Santos Franco, que atua no combate e profilaxia da raiva bovina, confirma que esta é uma totalmente diferente de outras zoonoses, como a febre aftosa, que impede a comercialização dos animais da área de risco. "A perda se limita ao próprio animal infectado, já que a doença é fatal", avalia. Os demais animais da propriedade que não apresentam mordeduras ou sintomas podem ser comercializados normalmente já que a doença só é transmitida pela mordedura do morcego hematófago.

A duração do foco é, em média, de três meses. "Se não acontecer nenhuma nova morte no prazo de 90 dias, significa que o foco está seguro e pode ser encerrado", explica Franco. Com informações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul. (AB)




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