SAFRAS (13) - O mercado de boi paulista não conviveu com uma semana pródiga nos abates e escalas. Manteve-se estável nas ofertas de abates e teve as cotações pressionadas.
Pode-se considerar que mais algum tempo será necessário para o deslanche das exportações para a União Européia, transferindo mais calma e regularidade para a pecuária de corte e frigorífico.
Na abordagem desta manhã perante os frigoríficos paulistas e nas demais praças, persistem entre os pecuaristas posições radicais e restritas de ofertas, não obstante a predominância do gado de pasto se deparar fisicamente terminada.
Mesmo com algumas dificuldades, os frigoríficos do mercado interno têm conseguido elaborar abates e escalas entre 5/7 dias. Diferentemente, os exportadores que operam com grandes volumes de animais trabalham com outras formas e modalidades de compras e escalas para montar suas programações semanais ou quinzenais mais positivas.
Quanto às cotações lançadas da arroba e expressadas pela COMMODITY/MERCADO DO BOI, a situação atual é atípica na sustentação de preços altos, impossibilitando os frigoríficos de processar seus abates e escalas, conflitando com retenção dos animais terminados, em plena safra. O preço da arroba expressada neste boletim foram levantadas na manhã de hoje, acompanhando algumas variações correntes nas demais praças regionais, apontadas neste informativo.
Com pouco otimismo a praça paulista nesta manhã operou vagarosa, achatada pela previsão da comercialização quase "parando" na ponta do varejo e atacado.
Para o final da semana, o mercado da carne bovina, por atravessar indefinição em relação às vendas irregulares no atacado e varejo, acena ficar abaixo do esperado, com poucas probabilidades de consolidar vendas mais efetivas. A atual condição imposta pelos pecuaristas na maioria das praças regionais mantendo pressão nas cotações da arroba e mantendo restrita oferta de gado terminado para o abate vem desvirtuando os procedimentos operacionais nos frigoríficos.
Essa posição dos pecuaristas vem afetando o comportamento dos abates e das escalas, transferindo ociosidade nas programações curtas e instáveis nos últimos dias, nos frigoríficos de dentro e fora de São Paulo. As discussões do mercado do boi gordo reunindo abates irregulares geram forte ambiente especulativo nas cotações do mercado do boi e da carne bovina. O retrancamento proposital das baixas ofertas dos abates interferindo nas escalas em face dos preços orquestrados pela pecuária de corte, inibe o trabalho nos frigoríficos que não pode praticar preços acima dos parâmetros factíveis ao consumo da carne bovina internamente.
Desta feita, o varejo e o atacado têm seus reflexos nas condições altas da arroba, alterando o poder de compra, concorre para o desaquecimento do abastecimento da carne bovina, bem abaixo dos países vizinhos. As informações partem do Boletim do Sindifrio, em São Paulo.
(CBL)