SAFRAS (07) - A Coccidiose suína, causada pelo protozoário Isospora suis, tem como manifestação clínica o aparecimento de diarréia em leitões de maternidade entre 5 e 15 dias de idade dos animais, causando diminuição no ganho de peso, aparecimento de leitões com peso abaixo do ideal na desmama, e conseqüentemente prejuízos econômicos e zootécnicos ao produtor. Para o diagnóstico da Coccidiose suína em uma granja, deve-se coletar amostras de fezes de leitões de 14 e 21 dias de idade, pois os oocistos são liberados em aproximadamente 5 dias após causar a diarréia nos animais. Caso sejam coletadas fezes de animais com diarréia, pode acontecer do oocisto não estar sendo ainda liberado nas fezes e sua visualização no microscópio não ser possível.
Deve-se escolher 10 leitões de 14 dias de idade e 10 leitões de 21 dias de idade. Em cada baia de leitões, deve-se coletar fezes de mais de um animal e armazenar todas estas fezes juntas, para assim formar uma amostra de leitões, e não de indivíduo. Seguir esses procedimentos nos 19 leitões restantes para que assim se forme 20 amostras de fezes, ou seja, 1 amostra de fezes de cada leitão contendo fezes de mais de um animal ou espécime.
As fezes podem ser armazenadas em sacos plásticos estéreis separados, ou armazenados em frascos separados contendo formol, identificados com o número da leitões, idade dos animais, e outras informações importantes.
Para o envio deste material para Laboratório, caso as fezes sejam armazenadas em sacos plásticos estéreis, deve-se mandar em caixa de isopor resfriada com gelo, lacrada e identificada, com a ficha de solicitação de exame, que pode ser encontrada em http://www.tecsa.com.br . Caso seja armazenado em formol, o material não precisa ser resfriado, mas deve seguir os procedimentos citados neste parágrafo para o envio.
Os resultados encontrados podem mostrar a presença do Isospora suis na Granja, além de fornecer informações como a prevalência da infecção (gravidade da doença), ou seja, quantas amostras são positivas de todas as amostras, por este parasita, para assim saber quais medidas devem ser tomadas em cada caso, desde prevenção com medicamentos e sua escolha, até mudanças de manejo e instalações.
Deve-se sempre avaliar as medidas de controle que serão tomadas antes de sua aplicação com base na gravidade da doença, pois dependendo da prevalência da infecção, algumas medidas não são justificáveis finceiramente. Cada caso é um caso e cada Granja é uma Granja. As informações são da Assessoria de Imprensa do TECSA Laboratórios.
(CBL)