SAFRAS (27) - A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou há pouco que o Indice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) registrou inflação de 1,76% em dezembro, após uma alta de 0,69% em novembro. Com isso, o indicador encerrou 2007 com alta acumulada de 7,75%.
A mediana das projeções das instituições financeiras ouvidas pela Agência Leia para o IGP-M de dezembro apontava para uma inflação de 1,53%. As projeções dos economistas consultados para o Termômetro Leia variaram entre 1,25% e 1,85%.
Pelo conceito de mediana, 50% das projeções estão acima de 1,53% e 50% estão abaixo. A média das estimativas para o IGP-M de dezembro ficou em 1,51%.
O Indice de Preços por Atacado (IPA) avançou 2,36% em dezembro. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,97%. O índice relativo aos Bens Finais subiu 2,29%, em dezembro. Em novembro, este grupo de produtos mostrou inflação de 1,13%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou inflação de 1,16%. Em novembro, a alta foi de 0,47%.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários avançou 0,80%. Em novembro, a taxa havia sido de 0,39%. O subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção registrou acréscimo em sua taxa de variação, de 0,85% para 2,16%, sendo o principal responsável pela aceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,43%, ante uma alta de 0,26% em novembro.
No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas registrou inflação de 5,09%, em dezembro. No mês anterior, o índice registrou elevação de 1,79%. Os itens milho (em grão) (7,10% para 17,43%), soja (em grão) (3,77% para 7,25%), bovinos (6,78% para 9,47%) e aves (-4,25% para 3,44%) explicam boa parte da aceleração do grupo. Em sentido oposto, registraram-se desacelerações em itens como: laranja (32,08% para 1,99%) e mandioca (aipim) (22,77% para 3,39%).
Já o Indice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou inflação de 0,67% em dezembro. No mês anterior, a alta havia sido de 0,04%. Quatro das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação. A principal contribuição no sentido ascendente partiu do grupo Alimentação (-0,10% para 1,73%). Contribuíram para este movimento, em ordem decrescente de impacto, os itens: carnes bovinas (3,99% para 8,06%), laticínios (-4,86% para -1,66%), hortaliças e legumes (-0,21% para 1,94%) e arroz e feijão (5,59% para 10,48%), respectivamente.
Encontram-se também em aceleração os grupos: Transportes (0,04% para 0,86%), Despesas Diversas (-0,08% para 0,74%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,13% para 0,18%). Em cada uma destas classes de despesa, os principais destaques foram: gasolina (-0,19% para 1,27%), cigarros (0,00% para 3,16%) e serviços de cuidados pessoais (0,39% para 1,24%), nesta ordem.
Em contrapartida, registraram decréscimos em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,00% para -0,05%), Vestuário (0,91% para 0,77%) e Educação, Leitura e Recreação (0,14% para 0,13%). Contribuíram para a desaceleração destas classes de despesa os itens: tarifa de telefone residencial (0,14% para 0,00%), calçados (1,32% para 0,38%) e salas de espetáculo (0,14% para -1,44%), respectivamente.
Por fim, o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em dezembro, inflação de 0,43%. No mês anterior, a alta havia sido de 0,48%. Dos três grupos componentes do índice, apenas Mão-de-Obra apresentou avanço em sua taxa de variação, de 0,21%, em novembro, para 0,29%, em dezembro. A aceleração foi conseqüência do reajuste salarial ocorrido na cidade de Belo Horizonte. O grupo Materiais apresentou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,67%, em novembro, para 0,51%, em dezembro. A taxa do grupo Serviços passou de 0,92% para 0,81%. Com informações de Agência Leia.
(RR)