SAFRAS (28) - A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou há pouco que o Indice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) registrou inflação de 0,26% em junho, frente uma alta de 0,04% em maio. Com isso, o indicador acumula alta de 1,46% no ano e de 3,89% em 12 meses.
O Indice de Preços por Atacado (IPA) apontou leve alta de 0,01%, contra uma deflação de 0,09% em maio. O índice relativo aos Bens Finais teve deflação de 0,10% em junho. Em maio, este grupo de produtos mostrou deflação de 0,07%.
Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o primeiro com taxa de variação elevando-se de -2,29% para 3,71% e o segundo, de 0,09% para -4,06%, o índice de Bens Finais (ex) registrou inflação de 0,12%, em junho, ante uma alta de 0,21%, em maio.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários subiu 0,32%, desacelerando-se em relação a maio, quando a alta havia sido de 1,19%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que teve sua taxa de variação reduzida de 0,81% para -0,35%, foi o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, apontou leve deflação de 0,01%. Em maio, houve alta de 1,16%.
No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas registrou queda de 0,46%, em junho, ante uma deflação de 2,55%, em maio. Os itens soja (em grão) (-2,40% para 2,82%), aves (-8,06% para 3,04%) e tomate (-40,61% para -0,84%) explicam boa parte da aceleração do grupo. Em sentido oposto, registraram-se desacelerações em itens como: cana-de-açúcar (-4,50% para -10,17%), mandioca (aipim) (2,92% para -12,74%) e algodão (em caroço) (1,18% para -7,99%).
Já o Indice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou inflação de 0,35%, em junho. No mês anterior, a alta havia sido de 0,20%. Duas das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração. A principal contribuição para o avanço da taxa do índice partiu do grupo Alimentação (-0,48% para 0,73%).
Os itens hortaliças e legumes (-5,92% para -1,00%), laticínios (3,19% para 5,77%) e frutas (-3,01% para -0,73%) foram os principais responsáveis por este movimento.
A elevação da taxa de variação do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,04% para 0,13%) também contribuiu para o aumento do resultado geral. Neste grupo, o principal destaque foi o item: passagem aérea (-1,89% para 7,32%).
Em contrapartida, desaceleraram-se os grupos: Transportes (0,22% para -0,33%), Habitação (0,47% para 0,40%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,71% para 0,42%), Vestuário (0,77% para 015%) e Despesas Diversas (0,81% para 0,23%).
Nestas classes de despesa, os destaques foram: álcool combustível (2,08% para -4,91%), tarifa de eletricidade residencial (1,20% para 0,22%), medicamentos em geral (1,09% para 0,00%), roupas (0,90% para 0,02%) e cigarros (1,87% para 0,61%), respectivamente.
Já o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em junho, inflação de 1,67%, acima do resultado do mês anterior, de 0,55%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram acréscimo em sua taxa de variação. O grupo Mão-de-Obra passou de 0,55%, em maio, para 2,94%, em junho. A aceleração foi conseqüência de impactos crescentes de reajustes salariais, por ocasião de data-base, nas cidades de Brasília, Goiânia, Porto Alegre, Florianópolis e São Paulo. Fortaleza e Rio de Janeiro também apresentaram taxas positivas, mas declinantes. O índice referente ao grupo Serviços acelerou-se de 0,49% para 0,75%. Apenas o grupo Materiais apresentou decréscimo em sua taxa de variação, que recuou de 0,55%, em maio, para 0,51%, em junho. Com informações da Agência Leia. (AB)