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-carnes: sc não descarta suspensão do abate de aves com greve dos fiscais

14/06 - 08:10 - Agência Safras

Por Vanda Araújo/vanda@safras.com.

br SAFRAS (14) - Exportadores de carne de frango do oeste catarinense não descartam a suspensão dos abates de aves na possibilidade de uma greve dos fiscais federais agropecuários superior a 05 dias, como ventila a categoria. "A manutenção de indicativo de greve nos preocupa e muito. A última paralisação dos fiscais foi um desastre, teve consequências muito grandes para nós, empresas, e para nossos clientes no mercado externo", comenta fonte exportadora de Guatambu, a 10km de Chapecó, de forte atuação nos mercados da Europa, Ásia e Oriente Médio.

Para essa indústria, que embarca cerca de quatro contêineres de frango/dia, o equivalente a 100 toneladas, os prejuízos com a greve vão além do aspecto financeiro, para afetar também a imagem da empresa e do Brasil.

"O não cumprimento de prazos deixa os clientes descontentes. Eles não querem saber se os fiscais estão em greve ou não, querem o produto na data combinada", enfatiza a fonte de Guatambu, cuja empresa produz frango inteiro, cortes congelados, cortes congelados de frango temperados e miúdos congelados de frango.

Explica que para amenizar o impacto negativo na possibilidade de uma greve efetiva dos fiscais, sua empresa, como as demais, deverão recorrer ao mercado interno para escoamento da produção. De atuação em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Amapá, Minas Gerais, Paraná, Manaus e Ceará, a empresa de Guatambu defende a tomada de iniciativas por parte dos setores público e privado para evitar que a greve aconteça. "Apoiamos as reivindicações encaminhadas pelos fiscais agropecuários, principalmente no que se refere à reestruturação de carreira, mas não concordamos com a paralisação das atividades. Episódios como esses são um desastre para a imagem do Brasil", lamenta a exportadora do oeste catarinense, de embarques de cerca de 3 mil toneladas de carne de frango/mês.

Os fiscais prometem suspender atividades a partir da próxima segunda-feira (18), por tempo indeterminado. Além da reestruturação da carreira, pedem o cumprimento de acordo feito com o governo no final de 2005, pagamento imediato do passivo dos médicos veterinários e uma posição do governo federal para a proposta de criação da escola Superior de Fiscalização Federal Agropecuária.

Inicialmente a paralisação deve durar 05 dias.





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