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Economia: fiergs divulga acões da indústria no dia mundial do meio ambiente

05/06 - 16:47 - Agência Safras

SAFRAS (05) - A onda de preocupação com o aquecimento global e sustentabilidade fez surgir também novos questionamentos sobre o futuro da produção industrial. No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta terça-feira (05), a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) lembra as ações que vêm sendo colocadas em prática e que demonstram a capacidade de compreensão do setor produtivo com a temática.

Entre as iniciativas promovidas pela FIERGS estão o lançamento da Bolsa de Recicláveis, o desenvolvimento do calçado ecológico, a criação do Centro Nacional de Tecnologias Limpas e a atuação do Comitê da Indústria de Base Florestal e Moveleira. Em maio, durante o 1 Fórum Internacional de Resíduos Sólidos, a entidade lançou a Bolsa de Recicláveis, um portal na Internet onde as empresas podem oferecer e procurar vários tipos de resíduos industriais, por meio de um sistema de administração e gestão de negócios. O endereço é www.bolsadereciclaveis-rs.com.br. O objetivo é torná-la uma referência sobre o meio ambiente para a questão da destinação adequada de dejetos industriais, além de um local de negócios. É um caminho para transformar desperdício em riqueza, resume Tito Goron, presidente do Banco de Resíduos da Fundação Gaúcha dos Bancos So-ciais, da FIERGS. Segundo ele, o que hoje é colocado fora por uma indústria pode ser aproveitado por outra. Assim, uma das partes dá um destino adequado para a sua sobra e a outra adquire matéria-prima com um custo menor. E, quem sai ganhando é o meio ambiente, ressalta o industrial. No ano passado, o Centro Tecnológico do Calçado do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS), de Novo Hamburgo, apresentou o Calçado Ecológico, que chegou a ser levado ao Congresso Internacional de Tecnologia do Calçado em Leon, no México, o mais importante evento do setor na América Latina.

É o primeiro no Brasil a apresentar 100% de seu material adequado a não agredir a natureza. O trabalho buscou desde seu princípio desenvolver a peça com tecnologia limpa de produção. O couro é composto de material orgânico e acabamento com substâncias não-perigosas. Todas as partes do sapato são produzidas com conteúdo inofensivo ao meio ambiente: solado em borracha natural, adesivos de solventes orgânicos, contraforte em material biodegradável, espumas de biolátex sem adição de substâncias tóxicas e embalagem de material reciclado. Foram desenhados sete modelos do calçado até seu resultado final, sem deixar de atender as tendências de moda, oferecendo conforto e durabilidade. O produto foi desenvolvido em parceria com outros centros tecnológicos do Senai-RS, como o de Polímeros e de Couro, além de empresas do Estado. Apesar do esforço da Federação das Indústrias, há ainda muito trabalho pela frente, projeta o presidente da entidade, Paulo Tigre. Sabemos que generalizações são equivocadas e não podemos afirmar que todos os industriais estão profundamente comprometidos com as questões ambientais. Mas a FIERGS tem atuado há muitos anos nesse sentido. É a entidade pioneira no Brasil em apoiar iniciativas de conscientização, desenvolvimento e educação com a criação do Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL) junto ao Senai e sem contar as inúmeras participações em comitês governamentais, legislativos, setoriais, fóruns de gestão ambiental, entidades, observa Tigre. A busca pelo equilíbrio entre preservação do meio ambiente e crescimento produtivo também faz parte do trabalho do Comitê da Indústria de Base Florestal e Moveleira, da FIERGS, formado pela união de entidades do segmento. Se temos R$ 3,5 bilhões de participação no PIB gaúcho e cerca de 250 mil empregos, com 360 mil hectares de florestas plantadas, podemos muito mais, tudo com respeito às leis, informa o presidente da Associação Gaúcha das Empresas Florestais (Ageflor), Roque Justen. Os protestos contrários, diz o presidente da Ageflor, não são argumentados com base exclusivamente técnica. Carregam boa dose de ideologia e é por isso que não se avança com foco no desenvolvimento do Estado.

De acordo com Serafim Quissini, presidente do Sindimadeira e coordenador do Comitê da Indústria de Base Florestal e Moveleira, Estamos preocupados em fazer pesquisas para não haver dúvidas das nossas convicções. Contratamos a Universidade Federal de Santa Maria, que em convênio com uma universidade alemã, iniciou pesquisa sobre impacto de florestamento, conta. O trabalho deverá demorar 10 anos e terá um custo total de US$ 250 mil. Não adianta demonizar a indústria de celulose ou de móveis.

Temos de encontrar o melhor caminho para o desenvolvimento sustentável, sejamos industriais, ambientalistas, professores, políticos, sociedade em geral, pondera o coordenador do Conselho de Meio Ambiente da FIERGS, Torvaldo Marzolla Filho. As informações são da Unidade de Comunicação do Sistema Fiergs.

(VA)




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