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Portos: rio grande quer adotar modelo paranaense de gestão

03/05 - 12:35 - Agência Safras

SAFRAS (03) - O Porto de Rio Grande (RS) vai contar com a experiência da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) para resolver problemas administrativos e implantar o modelo de gestão paranaense. A afirmação é do superintendente do porto gaúcho, Bercílio Luiz da Silva, em visita ao Porto de Paranaguá.

O superintendente Eduardo Requião e sua equipe vão preparar um relatório dos caminhos que encontraram, do equacionamento de contas, de todo o encaminhamento às ações trabalhistas, e nós vamos marcar um encontro em Porto Alegre, no fim do mês, com a direção dos dois portos e com a governadora Yeda Crusius para ouvir, da equipe paranaense, toda a experiência acumulada, afirmou Bercílio.

Segundo Eduardo Requião, é fundamental a integração dos portos brasileiros.

Não somos concorrentes. Todos os portos têm que ser parceiros. Recebemos o pedido de assessoramento do Porto de Rio Grande e vamos atendê-lo com grande satisfação, afirmou. Um dos temas abordados entre os dois superintendentes foi dragagem. A Antaq nos sugeriu uma licitação internacional para dragagem. Esse seria o primeiro passo para a aquisição de uma draga pelo Porto de Paranaguá. E, a partir do momento que tivermos a nossa draga, poderemos compartilhá-la com os outros portos do Sul, explicou Eduardo Requião.

Assim como o Governo do Paraná, nós defendemos a integração dos portos do Sul. Temos de nos complementar onde for possível e nos ajudar mutuamente, completou Bercílio, contando que assumiu o Porto do Rio Grande em fevereiro deste ano, com dificuldades semelhantes às da Appa. Nos chamou atenção a independência e a autonomia financeira dos portos paranaenses, revelou o superintendente gaúcho. A atual administração assumiu os portos com um saldo negativo e, após quatro anos, acumula um caixa de mais de R$ 260 milhões e inúmeras obras realizadas com recursos próprios.

Características Segundo Bercílio, a movimentação do Porto de Rio Grande se assemelha à paranaense. Movimentamos no ano passado 22,5 milhões de toneladas e Paranaguá e Antonina, 32,5 milhões de toneladas. E, assim como os terminais paranaenses, somos responsáveis pelo escoamento da produção de soja de trigo do Rio Grande do Sul, contou.

Ainda segundo o superintendente gaúcho, o Porto de Rio Grande também tem uma movimentação grande de contêineres. Em nosso cais público, conhecido como Porto Novo, há áreas para operação de granéis sólidos e líquidos, fertilizantes, contêineres, veículos e carga geral, contou. O Porto gaúcho também é o primeiro no ranking brasileiro na exportação de maquinários agrícolas e gado vivo. As informações são da Agência Estadual de Notícias do Paraná.

(CBL)




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