SAFRAS (07) - O 8 Agrocafé Simpósio Nacional do Agronegócio Café que aconteceu entre os dias 05 e 07 de março, no Hotel Pestana Bahia, reuniu grandes personalidades da cafeicultura nacional, autoridades e lideranças que discutiram questões importantes dos três segmentos do setor cafeeiro: produção, torrefação e exportação. Durante os três dias de atividades foram realizados várias palestras, painéis, fóruns, seminários e cursos intensivos sobre assuntos diversificados, que foram desde a atual competitividade da bebida até as perspectivas do café conillon.
De acordo com o presidente da Associação de Produtores de Café da Bahia (Assocafé), Silvio Leite, esta edição do simpósio foi muito significativa, já que grandes personalidades participaram do um evento, que a cada ano que se passa ganha mais proporção. O tema central desta edição foi a Revolução na Qualidade do Café do Brasil, abordado no painel de abertura do evento. O tema do oitavo Agrocafé é extremante apaixonante, porque nos vivemos em uma época que eu chamo de década mágica, ou seja, dez anos de realizações importantes como o aumento da produção, da qualidade, de ampliação da exportação, do aumento do consumo, mas, sobretudo de melhora incrível na qualidade do café, afirma Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC).
Os outros realizadores do 8 Agrocafé também concordam que esse simpósio foi de grande validade para todos os presentes. Segundo o presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), Humberto Santa Cruz, todos os anos de realização do evento foram marcados pela diversidade e polêmica dos temas propostos, como aconteceu em um dos painéis, que discutiu a importação via Drawback. O presidente Associação Cafeicultores do Paraná, Luis Suplicy Hafers, acha que essa medida pode prejudicar a produção de café no Brasil. A produção tem toda razão em temer o drawback e a indústria de solúvel tem toda a razão em precisar do drawback. É esse o impasse a ser resolvido por uma negociação madura e inteligente que assegure a solução aos medos justificados dos cafeicultores e resolva a necessidade da indústria de solúvel, disse.
Já o diretor-executivo da Café Solúvel Brasília, Ruy Barreto Filho, explica que a importação de café do Vietnã visa a dar ao Brasil condições de agregar valor à mercadoria, tornando-se um grande exportador do produto industrializado.
As polêmicas são necessárias, mas o evento foi muito mais do que isto e nós só temos a comemorar, afirma o presidente de honra da Assocafé e diretor geral do evento, João Lopes Araújo. Para ele, este sucesso deu-se não só pelo cumprimento da pauta proposta, mas também pela participação ativa do público, que compareceu a todos as palestras. Mais uma vez obtivemos um grande sucesso na realização do Agrocafé. Isto nos motiva a trabalhar ainda mais na programação da próxima edição, que já tem data marcada para acontecer, de 03 a 05 de março de 2008, adianta.
Araújo afirma que apesar de abaixo do esperado, o público que compareceu ao evento foi bastante satisfatório. Pudemos notar que nosso objetivo foi cumprido: o de difundir os temas propostos dentro de nossa programação.
Ainda segundo o coordenador geral do Agrocafé, outra grande aceitação por parte do público foram os mini-cursos, aplicados paralelamente ao evento. Nossa intenção é manter alguns destes cursos e, quem sabe ainda, aumentar sua carga horária, para que os ministrantes possam ter mais tempo para transmitir o conteúdo aos participantes.
O Agrocafé volta com força total a Salvador e por aqui pretende ficar. É o que nos adianta João Lopes Araújo. Salvador é nosso lugar. Não só pelas belezas naturais e estrutura turística que também ajudam, mas porque o Agrocafé foi concebido para ser um evento técnico com grande foco politico-institucional.
Fomos a Vitória da Conquista para prestigiar uma importante região produtora, mas o nosso interior tem deficiência de vôos de carreira que não ajuda o acesso, diz.
O coordenador do Agrocafé se compromete ainda em divulgar com mais antecedência a programação do próximo evento. Vamos, a partir de hoje, começar a trabalhar na próxima edição do Agrocafé. Desde já estamos abertos a sugestões por parte de nossos participantes, afirma.
Vale lembrar que a cada ano que se passa, a taxa de inscrição para participação no Agrocafé tem sido cada vez menor. Através de parceiras, que nos ajudam custear parte do evento, estamos conseguindo chegar ao nosso grande objetivo: proporcionar aos cafeicultores, industriários e lideranças do setor uma maior participação ao simpósio a custos cada vez mais baixos, finaliza. As informações partem da assessoria de imprensa do evento.
(FR)