SAFRAS (13) - Em 2006, o plantio de milho geneticamente modificado resistente a insetos-pragas (Bt) foi cultivado em mais de 53 mil hectares na Espanha, ocupando 14,8% da área total plantada no país com a cultura (362.215 mil hectares).
As principais regiões produtoras foram Aragão e Catalunha, onde se registra alto índice de infestação da lagarta do cartucho - a principal praga controlada pela tecnologia no milho. As informações são do Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação espanhol, que divulgou os dados no início deste ano, com base nas vendas de sementes ante a safra anterior.
Segundo o levantamento federal, o plantio de milho Bt registrou, ainda, um aumento de 2% em relação ao ano anterior. Além de oferecer controle seletivo às pragas que atacam a lavoura, os híbridos com a tecnologia apresentaram produtividade superior a uma tonelada por hectare. A qualidade e sanidade dos grãos produzidos na região aragonesa também foram avaliadas. De acordo com o governo de Catalunha, o milho geneticamente modificado mostrou redução de 83% de micotoxinas, substâncias tóxicas à saúde humana, causadas por fungos que se instalam na planta devido ao ataques de insetos.
Com relação aos ganhos econômicos, o estudo realizado pela empresa de consultoria agrícola belga Arcádia Internacional, a pedido da Comissão Européia para verificar a coexistência do milho convencional com o modificado na Espanha, apontou que a tecnologia Bt traz lucro variável de R$ 400 (150) a R$ 550 (200) por hectare. Essa quantia é resultado da analise de custos de transporte, armazenagem, teste e secagem dos grãos e comprova a substancial adesão da biotecnologia pelos produtores espanhóis.
Esses benefícios, aliados ao registro divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação espanhol mostram que a Europa amplia cada vez mais sua produção e consumo de alimentos geneticamente modificados. A Espanha é o maior produtor do continente, mas França, Portugal, Alemanha, Romênia, República Tcheca e Eslováquia já somam 8,5 mil hectares plantados, segundo o último relatório do ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia).
Sobre o milho geneticamente modificado Um importante benefício atribuído às plantas derivadas da biotecnologia está relacionado à preservação do meio ambiente. Em quase dez anos de adoção do milho resistente a insetos-pragas no mundo, a tecnologia foi responsável pela redução de sete mil toneladas de defensivos agrícolas nas lavouras onde foi cultivada. Só em 2005, o plantio de milho Bt nos Estados Unidos apresentou redução do uso de inseticidas (27% a menos), o que reflete diretamente na segurança do produtor, dos animais, solo e água da região, além de reduzir o uso de maquinário, contribuindo para a redução do efeito estufa.
O milho Bt tem inserido em seu código genético um gene da proteína do Bacillus thuringiensis (Bt), uma bactéria encontrada naturalmente no solo, que possui ação inseticida, e protege o híbrido contra a aparição das três principais pragas que atacam as lavouras: a lagarta do cartucho, da lagarta da espiga e da broca do colmo. Por permitir menor aplicação de inseticidas, com significativa diminuição nos custos da produção, a tecnologia reduz os danos causados ao meio ambiente e os gastos com o controle sanitário do produto, além de melhorar a qualidade de vida do produtor e oferecer alimento mais saudável ao mercado. As informações são da Assessoria de Imprensa da Monsanto RS/SC.
(CBL)