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Soja: cocamar desenvolve parcerias para incrementar produtividade do grão

10/01 - 18:52 - Agência Safras

SAFRAS (10) - Em parceria com instituições como o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa Soja, Embrapa Gado de Corte, Embrapa SNT, Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Emater/PR, a Cooperativa Cocamar, de Maringá, começou a desenvolver no final de 2006 um amplo programa com o objetivo de ampliar os níveis de produtividade de soja, como também de outras culturas de grãos. Conforme explica o engenheiro agrônomo Antonio Sacoman, coordenador técnico de Arenito e Grãos da cooperativa, as lavouras cultivadas no norte e no noroeste do Estado apresentam, historicamente, médias inferiores às de outras zonas produtoras.

Isto pode ser creditado, segundo ele, ao fato de que essas regiões encontram-se em uma área de transição entre os climas temperado e tropical. Nos últimos anos, a irregularidade climática caracterizada principalmente por estiagens severas acabou contribuindo para uma redução ainda maior dessa produtividade. De acordo com Sacoman, os trabalhos estarão focados em duas práticas que, embora bastante conhecidas dos agricultores, são ainda pouco implementadas no Norte e Noroeste do Paraná. A primeira é a produção de palhada em grande volume e com qualidade para recobrir e proteger o solo a ser ocupado pelas principais culturas no verão, a soja em especial. A segunda é a rotação de culturas. Na região, a maior parte dos agricultores planta, invariavelmente, soja nos meses de verão e milho durante o inverno, produzindo pouco volume de palhada, o que expõe o solo aos efeitos da intensa insolação, deixando as lavouras bem mais vulneráveis às estiagens. No arenito, a atividade agrícola concentrada principalmente no verão - é mantida em sistema de integração com a pecuária de corte, sendo que esta última ocupa as mesmas terras durante os meses frios. "O trabalho pretende incrementar a produtividade das lavouras e produção de carne com diminuição de risco climático, diz o engenheiro agrônomo, lembrando que a parceria com o Iapar já é mantida desde 1997, quando a região do arenito começou a ser explorada como nova fronteira agrícola do Paraná. Para esse novo programa, a Cocamar disponibilizou três áreas com aproximadamente vinte hectares cada para validação de pesquisas e difusão de tecnologias: um deles localizado na Comunidade do Guerra, em Maringá e, os outros dois, nos municípios de Jardim Olinda e Maria Helena. Além disso, há trinta e oito áreas de aproximadamente cinco hectares distribuídas em toda a região de ação da cooperativa. A finalidade, segundo Sacoman, é replicar os trabalhos de validação de pesquisa, bem como apresentar os resultados aos produtores. Para isso serão realizadas reuniões técnicas, dias-de-campo, assistência técnica coletiva e divulgação pela imprensa, fazendo com que as tecnologias cheguem ao produtor. Para completar, uma área de dois hectares da Fazenda Guanabara, pertencente à Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, no município de Paranapoema, estará sendo usada pelos pesquisadores para embasar a recomendação de adubação específica para os cultivos no arenito, além de ensaios de manejo de solos e competição de cultivares de soja.

Sacoman observa que antes do início do programa, os produtores da região da Cocamar podiam contar apenas com forrageiras de clima temperado para fazer a cobertura do solo, como aveias e milheto. No entanto, como estes não apresentam desenvolvimento satisfatório em períodos de pouca chuva e de temperaturas elevadas no inverno, não se tem obtido quantidade razoável de massa seca para cobrir o solo e muito menos para alimentar bovinos. A partir de agora, com o apoio daquelas instituições parceiras, será possível introduzir outros sistemas já bastante experimentados no Centro Oeste do País, conhecidos como Santa Fé e Barreirão, devidamente adaptados à realidade regional de clima e produção do Paraná. Sacoman explica que eles contemplam o plantio de gramíneas tropicais - mais resistentes à situações adversas de clima, como altas temperaturas e chuvas mal distribuídas -, em meio à cultura do milho no inverno ou pasto na chamada safrinha. Com essas gramíneas é feita a cobertura vegetal para o plantio de lavouras de verão e, também, alimentar bovinos, se for o caso. Abaixo, benefícios proporcionados às culturas; - Mantém a temperatura do solo abaixo de 30C (acima de 40C há sensível diminuição do metabolismo das plantas de soja); - Quebra o impacto das gotas da chuva, o que facilita a infiltração da água no local, evitando escorrimento e erosão; - O sombreamento do solo impede que a evaporação da água ocorra de forma intensa, pois com as altas temperaturas do verão, o fenômeno da evapotranspiração (evaporação do solo e transpiração da planta) pode consumir de 70.000 a 80.000 litros de água por hectare ao dia.

- Resgata nutrientes que estavam longe do alcance das raízes da soja; - Agrega matéria orgânica ao solo através das raízes em profundidade, descompactando e aumentando a oxigenação, bem como a vida biológica do solo. As informações são da assessoria de imprensa da Cocamar.

(VA)




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