SAFRAS (09) - Afora todos os atributos nutricionais que o notabiliza e
diferencia dos demais óleos vegetais, tem-se a considerar outro aspecto: o
econômico. Em trabalho desenvolvido pela UNIFRA (ver www.
irga.rs.gov.br,
Artigos, "Fritura de Batatas" ), é estudada a absorção de óleo em fritura.
Basta comparar preços nos supermercados e concluir: o bolso e o coração
agradecem.
Suplementando o citado trabalho, foram levantados preços praticados no
mercado (Porto Alegre, 27/12/2006), dos diversos óleos em embalagem PET de
900mL, resumidos a seguir.
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Óleo Absorção Absorção Preço Preço
Relativa (*) Médio (R$) Relativo (*)
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Arroz 32,8 1 2,52 2,52
Milho 49,47 1,51 3,89 5,87
Girassol 48,71 1,49 3,37 5,02
Canola 45,45 1,39 3,97 6,71
Algodão 42,55 1,29 ND ND
Soja 41,23 1,26 2,39 3
(*) ABSORÇÃO RELATIVA = absorção de cada óleo em relação ao arroz
(**) PREÇO RELATIVO = preço de cada óleo em relação ao arroz,
considerando o consumo na fritura
ND = não disponível
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Como pode ser visto, o óleo de arroz é o mais barato para a fritura.
Considerando-se a média dos demais, o gasto em R$ com óleo de arroz representa
menos da metade (2,52(5,15). A fritura com o óleo mais barato (soja) termina
sendo 19% mais cara do que com o de arroz.
Sob o ponto de vista da economia nacional, o potencial de 278 milhões de
litros remetem a uma maior atenção, preferencialmente no caminho da alimentação,
em detrimento à rota não-alimentar dos biocombustíveis. Afinal, a combustão mais
produtiva, à altura do nobríssimo óleo, é no "motor" corpo humano. As
informações são do Centro de Excelência do Arroz do IRGA, elaboras por Gilberto
Wageck Amato, Eng. Quim., M.Sc, e Mário Sérgio Azeredo, Eng. Agr., M.Sc.
(RR)