SAFRAS (02) - A forma política como a governadora Yeda Crusius pretende
conduzir o Estado nos próximos quatro anos é semelhante ao que vem ocorrendo no
conjunto das religiões, conforme afirmou, nesta segunda-feira (1), em seu
discurso após a transmissão de posse, no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio
Piratini. "Aparentemente, no passado, elas se guerreavam.
De uns tempos para
cá, elas se encontram, porque cada religião sabe, não apenas do simbólico, mas
do prático, que é ela que guia o ser humano", disse a governadora,
acrescentando que é dentro desse modelo que deseja fazer política. "Cada
partido pensa. Mas cada partido representa, sim, a esperança, o sonho, o
alimento da alma política de cada cidadão, de cada cidadã", completou.
Sobre mudanças estruturais que planeja para sua administração, a
governadora reforçou sua intenção de constituir um fundo para servidores
inativos. "Não é por que os aposentados representam 52% da folha de pagamento
que não se consegue trazer para o serviço público jovens que querem contribuir
com ele. O enfrentamento da crise tem como base exatamente a construção dos
meios que apaguem do diálogo político um uso que não serve à causa da pátria",
prosseguiu Yeda. Defendeu para as novas gerações a garantia de um fundo que lhes
renda, no futuro, aquilo que lhes compete e que seja justo para quando chegar a
hora de suas aposentadorias.
Yeda afirmou também que deseja valorizar a Defensoria Pública, um serviço,
segundo enfatizou, tão essencial à Justiça, embora tenha nascido mais tarde.
Todas as funções da Justiça, continuou a governadora, serão valorizadas em
condições de igualdade em seu governo. Ao encerrar o discurso, Yeda celebrou a
política que tem a convergência como alicerce. "Quando perguntarem como foi a
transmissão, vou dizer que foi bela como nunca, como uma música que honra pela
sua orquestra todo o nosso Rio Grande. Apesar dos quarenta e cinco ou cinqüenta
graus, a gaúcha e o gaúcho de nascimento, de coração e de ação, vieram celebrar
a boa política que começa a partir do Palácio Piratini", concluiu.
A governadora Yeda Crusius foi recebida por Germano Rigotto no saguão de
entrada do Palácio Piratini e conduzida pela escadaria principal até o Gabinete,
em companhia de seu marido, Carlos Crusius, e do vice-governador Paulo Afonso
Feijó. No Salão Negrinho do Pastoreio, no segundo andar, eram aguardados pelos
novos secretários de Estado. Antes da leitura do termo de transmissão do cargo
de governador, feita pelo chefe da Casa Civil, Josué Barbosa, foi executado o
Hino Nacional pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), regida pelo
maestro Isaac Karabtchevsky. Logo depois, Yeda Crusius e Germano Rigotto
assinaram o termo.
A seguir, o chefe da Casa Civil fez a leitura do termo de assunção do cargo
de vice-governador, que foi assinado pela governadora e pelo ocupante do cargo.
A cerimônia prosseguiu com a execução do toque da Vitória de J. Clarke
"Trompete Voluntário", pela Ospa, e com os pronunciamentos de Germano Rigotto
e Yeda Crusius. Encerrados os discursos, a governadora Yeda e seu marido
acompanharam Rigotto e a ex-primeira-dama Claudia Rigotto até a porta principal
do Palácio Piratini, enquanto o tenor Eduardo Bighelini interpretava "Querência
Amada" (de Teixeirinha, com arranjo de A. Ostrovisky), ao som da Ospa.
Depois das despedidas, a governadora retornou ao Salão Negrinho do
Pastoreio, onde foi lido e assinado o termo de posse do chefe da Casa Civil,
Fernando Záchia. Após a assinatura do documento, Záchia fez a leitura do termo
de posse do secretário da Justiça e Inclusão Social, Fernando Schüller. Por fim,
Záchia leu o termo de posse da procuradora-geral do Estado, Eliana Soledade
Graeff, e dos secretários de Estado, assinado pela governadora e pelos
empossados. No encerramento da solenidade, a Ospa executou o Hino Rio-Grandense.
Da sacada da ante-sala de seu gabinete, a governadora Yeda Crusius fez uma
saudação ao público que assistia à cerimônia da Praça da Matriz. Com informações
do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. (AB)