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26/11 -
16:00
, atualizada às 17:33 26/11 -
André Vieira, iG São Paulo
O grupo Votorantim acaba de fechar seu orçamento para 2010. A intenção do grupo, controlado pela família Ermírio de Moraes, é investir R$ 4,5 bilhões.
O valor é ligeiramente superior ao aplicado neste ano (R$ 4,2 bilhões), mas inferior ao realizado no ano passado (R$ 10,7 bilhões).
O grupo definiu como alvo dos investimentos a expansão da área de cimento, o avanço no plantio de eucaliptos para produção de celulose, a ampliação de projetos no setor de metais (tanto no Brasil como no exterior), além de destinar recursos para eliminar gargalos em fábricas e determinadas atividades do tradicional grupo industrial.
Segundo o diretor-geral da Votorantim Industrial, Raul Calfat, o grupo espera um ano "bom" para 2010, especialmente no mercado interno. "Não será excepcional, até porque a situação econômica no exterior ainda é frágil", aposta.
Executivo de confiança da família Ermírio de Moraes, Calfat demonstrou confiança a uma plateia de empresários franceses com o Brasil. Segundo ele, o País, "talvez nem nos últimos 500 anos", apresentou uma trajetória de crescimento, em razão de uma boa gestão da economia. Para Calfat, a expectativa é de crescimento nos próximos 10 anos.
Calfat não vê risco de turbulências para o cenário de 2010 em razão da disputa eleitoral, como já ocorreu em outras eleições presidenciais. O executivo aponta uma situação de fortalecimento da democracia e avalia que os candidatos à Presidência não devem alterar o modelo econômico atual.
O grupo Votorantim, fundado em 1918 e que está na sua terceira geração, com integrantes da família compondo apenas os conselhos de administração das empresas do grupo, deve faturar R$ 35,2 bilhões em 2009, um valor quase igual ao do ano passado (R$ 35 bilhões).
"Não imaginávamos que terminaria com esse volume de faturamento em razão da crise que reduziu os valores dos metais", diz Calfat. O conglomerado atua na produção de commodities (cimento, aço, metais, laranja, celulose e energia para consumo cativo).
As exportações se mantiveram praticamente idênticas. O grupo, que exportou US$ 2,5 bilhões em 2008, deve chegar a US$ 2,3 bilhões este ano.
Em razão da forte crise de liquidez no fim de 2008, o grupo fez um forte ajuste financeiro, liquidando antecipadamente contratos com operações derivativas, que levaram a acumular perdas por volta de R$ 2 bilhões. O grupo se desfez de ativos, incluindo parte do Banco Votorantim ao Banco do Brasil e sua participação na CPFL Energia.
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