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EFE
CINGAPURA - Os líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) concordaram neste domingo em desenvolver um novo modelo de crescimento econômico equilibrado e sustentável a fim de enfrentar os novos desafios do pós-crise.
Para cumprir esse objetivo, os governos terão que implementar "reformas estruturais para corrigir gradualmente os desequilíbrios globais e aumentar o potencial produtivo" das economias da região, segundo o comunicado emitido após o término das reuniões em Cingapura.
Os membros do Apec se comprometeram a coordenar suas políticas fiscais, monetárias e comerciais e adaptar seus mercados financeiros para conseguir um crescimento "inclusivo" com igualdade de oportunidades para todos. Desta forma, as economias da Ásia-Pacífico serão mais resistentes a uma nova crise.
O novo modelo de crescimento aumentará o consenso sobre promover o livre comércio, considerado chave para a prosperidade a médio e longo prazo das economias do bloco regional.
O documento não incluiu menção expressa das divisas, um dos temas de destaque das reuniões desta semana, devido à fraqueza do dólar e à polêmica acerca da recusa chinesa em deixar o iuane flutuar.
Em relação ao aquecimento global, o comunicado do Apec também não incluiu, como estava previsto, compromissos concretos sobre redução de emissões poluentes e se limitou a expressar que o desenvolvimento "deverá ser compatível com os esforços mundiais para proteger o meio ambiente e lutar contra a mudança climática".
Os membros da organização "racionalizarão e a médio prazo darão por obsoletos" os subsídios aos combustíveis fósseis, ajudarão os membros mais necessitados a suprir suas carências em matéria de energia e promoverão o uso de fontes energéticas renováveis e que economizem consumo.
O Apec é integrado por Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã. Suas 21 economias representam 40% da população mundial, mais da metade do Produto Interno Bruto e 44% do comércio.
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