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13/11 -
19:29
, atualizada às 21:04 13/11 -
Redação
A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 7,3 bilhões no terceiro trimestre deste ano, o que representou uma queda de 25,8% ante igual trimestre de 2008. Em relação ao segundo trimestre deste ano, o lucro da Petrobras foi 5,5% menor.
Apesar da queda na comparação anual, o resultado ficou ligeiramente acima do que esperava o mercado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 13,993 bilhões no terceiro trimestre deste ano, 7,5% abaixo do obtido no mesmo período do ano passado e queda de 20% em relação ao segundo trimestre de 2009.
A receita operacional líquida da companhia ficou em R$ 49,877 bilhões, uma queda de 20,45% em relação à apurada no terceiro trimestre de 2008. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, porém, houve um crescimento de 7,3%.
No acumulado do ano até setembro, o lucro líquido da companhia somou R$ 20,853 bilhões e foi 22% inferior ao reportado no mesmo período de 2008 (R$ 16,798 bilhões). O Ebitda acumulado no ano soma R$ 44,929 bilhões, queda de 6%. Já a receita líquida do semestre caiu 17%, para R$ 135,077 bilhões. Os dados são consolidados.
Um dos fatores que influenciou negativamente no resultado da empresa no trimestre foi o provisionamento de R$ 1,3 bilhão para ajuste no pagamento de participação especial sobre a produção no campo de Marlim, disse o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, a jornalistas.
A Petrobras registrou receita bruta de R$ 60,2 bilhões no terceiro trimestre, 18% menor que o montante há um ano, mas superior aos R$ 55,9 bilhões do faturamento no segundo trimestre.
Do lado positivo, segundo Barbassa, além do aumento do preço do petróleo, foi a queda da diferença entre o preço do Brent e o do petróleo do campo de Marlim, que chegou a atingir US$ 12,8 no terceiro trimestre do ano passado e que nesse ano está em apenas US$ 4,28 por barril.
No relatório sobre o resultado trimestral, a companhia ressaltou ainda o aumento da produção de petróleo e derivados no Brasil, que ficou 5% superior a igual período de 2008.
"Apesar da redução de 18% no preço médio de venda dos derivados, o lucro líquido caiu somente 13% sem considerar o impacto pontual negativo de R$ 2,1 bilhões (R$ 1,3 bilhão após Imposto de Renda) pelo pagamento de cobrança adicional de participação especial do campo de Marlim decorrente do acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis", disse o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, em carta aos acionistas.
(Com informações da Reuters e da Agência Estado)
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