Os contratos futuros do petróleo fecharam o dia em alta, puxados pelo avanço do mercado de ações, da depreciação do dólar em relação a outras moedas e dos anúncios de interrupção nas operações de óleo e gás do Golfo do México, devido à tempestade tropical Ida. O contrato futuro do petróleo com vencimento em dezembro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subiu 2,58%, para US$ 79,43 por barril.
Na plataforma ICE de Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em dezembro avançou 2,50%, para US$ 77,77 por barril.
A busca dos investidores por aplicações de maior rendimento empurrou o euro para o maior nível em duas semanas em relação ao dólar, ao redor de US$ 1,50. O dólar fraco tende a impulsionar o petróleo, tornando a commodity mais barata para investidores que detêm outras moedas. "A alta das ações e o dólar mais fraco foram os fatores dominantes", disse Tim Evans, analista do Citi Futures Perspective. Na sexta-feira, o preço do petróleo caiu quase 3%, devido a um aumento na taxa de desemprego dos Estados Unidos, que minou as expectativas de retomada no consumo de combustíveis.
A tempestade tropical Ida levou algumas empresas petroleiras a anunciar a suspensão temporária de algumas operações no Golfo do México, gerando um pouco de nervosismo no mercado. A tempestade é a primeira da temporada de furacões deste ano a atingir a região.
"A tempestade tropical pode ser considerada como um suporte aos preços por conta de interrupções de produção no Golfo do México", disse o analista Tim Evans, do Citi Futures Perspective. Segundo o Serviço de Gerenciamento Mineral dos EUA, a região deixará de fornecer aproximadamente 29,6% da produção local por conta das suspensões de operações. Alguns especialistas, no entanto, duvidam que a tempestade terá um impacto significativo sobre a oferta de petróleo e destacam que há um grande volume de estoques da commodity em todo o mundo.
A tempestade tropical Ida está se movendo em direção ao Golfo do México, mas deve perder força ao se aproximar do litoral dos EUA, segundo o Centro Nacional de Furacões do país. As informações são da Dow Jones.
