O ouro spot renovou seu recorde de alta hoje a US$ 1.109,35 a onça-troy, acompanhando a desvalorização do dólar em relação ao euro, na esteira da conclusão dos países do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) de que é necessário manter o estímulo econômico.
"Acreditamos que o ouro deverá subir mais esta semana, refletindo a falta de confiança no dólar", afirmaram analistas do Fairfax IS.
Às 9h26 (de Brasília), o ouro spot operava em US$ 1.107,30 a onça-troy, alta de 1,13%. O analista do banco Mitsubishi, Tom Kendall, estima que o ouro spot irá atingir US$ 1.200,00 a onça-troy antes do final do ano. "O ouro parece inclinado a obter mais ganhos", afirmou, acrescentando que o euro está em direção a uma nova máxima em relação ao dólar.
Sustentado as perspectivas de queda do dólar e alta das commodities está a possibilidade de os bancos centrais passarem da posição de vendedores líquidos de metais preciosos dos últimos 20 anos a compradores, diz o analista do Deutsche Bank, Michael Lewis. Na semana passada, o banco central da Índia adquiriu 200 toneladas de ouro do FMI, correspondente à metade do que o fundo colocou disponível à venda.
Investidores observam também que a trajetória recente do ouro por território desconhecido é acompanhada de um número maior de períodos de queda do que durante a trajetória do metal para acima de US$ 1.000,00. Até chegar à máxima de US$ 1.032,35 a onça-troy em março de 2008, o ouro dobrou de valor durante um período de 18 meses. Desta vez, o ouro valorizou-se apenas US$ 77,00 em período similar, além de registrar movimentos de queda e alta mais acentuados.
Entretanto, uma combinação de cautela nos investidores de fundos dedicados ao ouro e o fato de que o rali recente foi provocado por operações para interrupção de perdas e por investidores entusiasmados, pode provocar correção de baixa, advertem especialistas do Standard Bank. As informações são da Dow Jones.
