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Braskem: projeto no México não afeta planos no exterior

09/11 - 18:48 - Agência Estado

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A participação da Braskem no projeto para a instalação de um complexo petroquímico na cidade de Coatzacoalcos, no estado mexicano de Veracruz, não trará alterações aos planos de expansão da companhia brasileira em países como Venezuela e Peru, informou hoje o vice-presidente de Relações Institucionais da Braskem, Marcelo Lyra. De acordo com o executivo, os demais projetos da petroquímica no exterior estão com o cronograma mantido.

O complexo mexicano deve entrar em operação em 2015. No ano anterior, a Polimerica, joint venture entre Braskem e Pequiven, deve iniciar a produção de unidades de petroquímicos básicos e linhas de produção de polietilenos (PE) na Venezuela - perfil semelhante ao polo mexicano. Também em 2014 poderá entrar em operação o complexo gás-químico peruano, projeto no qual a participação da Braskem também está prevista, juntamente com a Petrobras e com a Petroperu. Em 2013 a Propilsur, outra parceria entre Braskem e Pequiven, deve iniciar a produção de polipropileno (PP) na Venezuela.

Mas apesar da concentração dos cronogramas, a Braskem não mostra preocupação em relação a um possível excedente de oferta nas Américas. "Não acreditamos que haverá superprodução. Acreditamos que nos próximos anos algumas capacidades perderão competitividade", afirmou Lyra, sugerindo que essas unidades possam ter suas operações paralisadas nos próximos anos, movimento que tem ocorrido de forma mais concreta desde o início da fase mais aguda da crise, em meados do segundo semestre de 2008.

Para o executivo, os novos projetos são importantes para que a Braskem possa se posicionar como uma das maiores empresas do setor em meados da próxima década, quando a indústria petroquímica mundial já deverá ter superado o ciclo de baixa rentabilidade ocasionado pela entrada de oferta excedente de eteno no Oriente Médio e na China. "O projeto (no México) está associado à nossa estratégia de estar próximo dos mercados relevantes e ter acesso a matéria prima competitiva", afirmou Lyra.

Apesar de o projeto estar focado em abastecer a demanda mexicana por polietilenos, a instalação do polo deve garantir também o abastecimento de resinas para os Estados Unidos. A maior potência econômica do mundo deverá se tornar importadora de resinas termoplásticas até 2015, segundo estimativas de consultorias do setor.




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