iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

G20 estuda taxar bancos para criar seguro contra crises

07/11 - 17:07 - Agência Estado

Logo Agência Estado

De forma discreta, o comunicado final da reunião de ministros do G20, ocorrida neste sábado em Saint Andrews, na Escócia, prevê que as maiores economias do mundo estudarão a criação de uma taxa sobre o setor financeiro, com o objetivo de alimentar um fundo de seguro contra crises sistêmicas ou de reduzir déficits públicos causados pelo socorro aos bancos. Segundo o comunicado, o tema será discutido no próximo encontro do G20 com base num relatório do FMI sobre o assunto.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, já havia proposto na abertura do evento a adoção de uma taxa sobre transações financeiras internacionais.

AFP
O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, o ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, e a ministra das Finanças francêsa Christine Lagarde, no G20
O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, o ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, e a ministra das Finanças francêsa Christine Lagarde, no G20

Em discurso - no qual estava ladeado pelo ministro de Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, e pelo presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles -, Brown evocou as propostas de criação de uma taxa global de seguro que serviria de garantia em caso de risco sistêmico no setor bancário, como o ocorrido quando da bancarrota do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008.

À imprensa, Darling especificou que o FMI vai analisar a melhor proposta sobre o tema e garantiu que a resistência dos Estados Unidos à ideia não significa que ela esteja fadada ao fracasso.

O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, considerou a taxação um dos dois temas centrais da conferência - ao lado da nova estrutura para o reequilíbrio econômico mundial - e afirmou que planeja apresentar sua proposta final em junho, durante reunião de cúpula do G-20. Ele explicou, entretanto, que o imposto não incidiria sobre transações financeiras, porque seria ineficaz, nem se inspiraria na Taxa Tobin, proposta em 1972 pelo Prêmio Nobel de Economia James Tobin. "Não tem muito a ver com a Taxa Tobin, proposta há 40 anos, e provavelmente não será sobre transações financeiras, porque seria muito difícil de ser aplicada", antecipou.

A taxação de capital financeiro, entretanto, já se anuncia como mais um dos pontos de divergência no G20. Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, descartou apoio à proposta. "Não é algo que estejamos preparados para apoiar", disse. A iniciativa tem, por outro lado, a bênção da França.

Leia mais sobre: G20





US Multimídia


Publicidade


Matérias Relacionadas

Brown defende taxa global sobre transações financeiras

Brasil quer câmbio flutuante no G-20


Enquete


 

Contador de notícias