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Operários da GM param na Alemanha

06/11 - 13:17 - Agência Estado

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Milhares de operários alemães da Opel largaram suas ferramentas ontem para mostrar sua revolta com a decisão da controladora americana General Motors de abandonar um plano de salvamento que tinha o respaldo da Rússia. "Queremos que a Opel continue existindo", disse o primeiro-ministro do estado de Hesse, Roland Koch - um dos maiores lobistas da venda para a canadense Magna e seu sócio russo, Sberbank - a trabalhadores reunidos na sede da Opel em Ruesselsheim.

"Teremos de recomeçar a luta para salvar os empregos." Esta semana, o conselho da GM voltou atrás na decisão de vender sua participação majoritária na Opel, irritando os governos da Alemanha e da Rússia e também os trabalhadores alemães, que haviam posto suas esperanças na Magna para salvar o maior número possível de postos de trabalho. Cerca da metade dos 50 mil funcionários trabalha na Alemanha. Vestido como agente funerário, um operário protestava carregando um caixão preto feito de espuma.

Assim como a Magna, a GM planeja reduzir a equipe da Opel em 20%. Ela afirmou que sua divisão europeia chegará à insolvência se os trabalhadores não concordarem em reduzir custos e se os países onde operam fábricas da Opel não contribuírem para seu programa de reestruturação, avaliado em US$ 4,5 bilhões.

Enquanto aumenta o sentimento antiamericano na Alemanha, Koch advertiu a GM para não "maximizar os lucros tomando os trabalhadores alemães seus reféns".

Os funcionários haviam concordado com a Magna, que agora foi posta de lado, para obter uma economia anual de US$ 393,8 milhões, mas o líder dos trabalhadores da Opel, Klaus Franz, voltou a rejeitar as concessões que esses teriam de fazer em relação aos custos para ajudar a GM a sair da crise. Na Alemanha, muitos culpam a companhia americana pela má administração que levou a Opel ao prejuízo. "Os trabalhadores não contribuirão com um centavo", declarou, acusando a GM de usar de "ameaças, chantagens e intimidações".

Na Alemanha, a reação foi oposta à da Grã-Bretanha, sede da Vauxhall, empresa irmã da Opel, na qual os trabalhadores aprovaram a decisão da GM de manter a filial europeia.

A GM conta com países como Alemanha, Grã-Bretanha, Espanha e Bélgica para conseguir o respaldo financeiro a uma ampla reestruturação que visa reduzir os custos fixos em 30%.

O Comissário para a Indústria da União Europeia, Guenter Verheugen, pediu às nações que hospedam a Opel que se unam para aumentar seu poder de barganha. "Se todos negociarem por conta própria com Detroit, os americanos poderão escolher a solução que mais os beneficiar", ele declarou ao jornal alemão Hamburger Abendblatt. "É duvidoso que sua escolha seja a que mais se sustentará do ponto de vista econômico."




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