A direção da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) hoje, que abriu o pregão em alta, só será definida após os investidores conhecerem o resultado do mercado de trabalho (payroll) nos Estados Unidos, que sai às 11h30. Às 11h05, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,39%, aos 65.
069 pontos, em sintonia com o exterior, onde as bolsas também estão em compasso de espera. Após completar três pregões consecutivos de valorização, o Ibovespa já anseia por uma realização de lucros, mas que deverá ser protelada se os dados de mercado de trabalho norte-americano surpreenderem positivamente ou mesmo se vierem em linha. Mas se as demissões forem maior do que o projetado, o mercado terá um ótimo motivo para embolsar lucros e para se preocupar.
A expectativa é de que o ritmo de demissões nos Estados Unidos diminua. Os analistas esperam corte de 175 mil vagas, um número menor que o registrado em setembro (-263 mil) e em agosto (-201 mil), com taxa de desemprego evoluindo de 9,8% para 9,9%. Há quem avalie que mesmo que os números ratifiquem as previsões, a Bovespa poderá dar prosseguimento à recuperação dos últimos dias. No mês, o Ibovespa acumula valorização de 5,31%, elevando para 72,6% a rentabilidade no ano.
Ontem, a Bovespa subiu 1,41%, fechando aos 64.815,72 pontos. O mercado acelerou perto do final do pregão. Segundo o diretor da Ágora, Álvaro Bandeira, a Bolsa reagiu às declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que acenou, em Londres, com a possibilidade de aceitar a proposta da BM&FBovespa de retirar a taxação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas chamadas operações de IPO (emissão inicial de ações). Em troca, segundo apurou a Agência Estado, não está descartada a possibilidade de uma nova calibragem para cima da alíquota para as demais operações caso o dólar se desvalorize ainda mais em relação ao real. O tamanho dessa nova calibragem é que preocupa o mercado, que aguarda mais detalhes sobre essa questão.
Do lado das commodities, os sinais são mistos, com os investidores esperando o relatório de emprego norte-americano para assumir posições mais firmes. Os metais básicos sobem pouco em Londres, enquanto o petróleo é negociado em baixa moderada, na faixa de US$ 79,50 por barril.
No Brasil, os balanços seguem trazendo números bons. O lucro líquido consolidado da incorporadora Gafisa disparou 340%, para R$ 63,717 milhões no terceiro trimestre de 2009 ante mesmo período do ano passado. A receita operacional líquida totalizou R$ 877,101 milhões no trimestre, 131,4% maior que no mesmo período de 2008.
O lucro líquido da Lojas Americanas no terceiro trimestre também apresentou forte crescimento, de 444,8%, para R$ 36,5 milhões, na comparação com os R$ 6,7 milhões anotados no mesmo período de 2008. A Lojas Americanas também anunciou hoje que pretende abrir 400 lojas entre os anos de 2010 e 2013.
O contraponto negativo ficou por conta de B2W, empresa de varejo eletrônico resultante da fusão entre Americanas.com e Submarino, que viu o lucro líquido no terceiro trimestre cair 38%, para R$ 13,481 milhões, ante os R$ 21,829 do mesmo período de 2008. Após o fechamento de hoje sai o balanço da Light. A Agre - companhia resultante da integração das atividades da Agra Empreendimentos Imobiliários, Abyara Planejamento Imobiliário e Klabin Segall - obteve lucro líquido de R$ 105,7 milhões no terceiro trimestre, 16% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
