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06/11 -
15:42
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Agência Estado
O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, espera que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) seja retirado das ofertas iniciais públicas de ações (IPOs na sigla em inglês) antes da próxima operação. "Não tenho informações sobre isso do governo, mas tenho esperança".
O pedido da bolsa é para que seja isento da taxação de 2% o capital estrangeiro destinado às aberturas de capital e também às transações de follow-up das empresas. Ele contou que não recebeu do governo nenhum pedido de contrapartida para uma eventual alteração da medida.
Pinto disse que não tem previsão de prazo para uma possível revisão do IOF. "Quando perguntei ao (ministro Guido) Mantega sobre prazo, não vi nenhum músculo da face dele se mover, ele ficou estático".
Conforme o presidente da BM&FBovespa, o imposto já gera impacto sobre o mercado brasileiro. Segundo ele, o volume de alguns papéis da empresa negociados no exterior (ADRs) triplicou desde o início da taxação. No caso do Bradesco, por exemplo, a participação dos ADRs no volume total de negociação subiu de 60% para 70% nesse período.
Ele contou que, até então, estava otimista com a perspectiva para novos IPOs no Brasil. Antes da crise, cerca de 40 empresas preparavam a abertura de capital, processos que estavam sendo retomados a partir da recuperação econômica do Brasil. Para ele, a operação da Cetip foi afetada pelo novo imposto. "Tive informação de que alguns investidores pediram para reabrir o book e reavaliar posições".
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