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Aumento do crédito explica lucro melhor da Caixa

06/11 - 08:49 - Agência Estado

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A Caixa Econômica Federal divulgou ontem um lucro líquido de R$ 869,9 milhões no terceiro trimestre de 2009. O valor é 23,2% superior ao de abril a junho e 20,5% maior na comparação com igual período de 2008, no agravamento da crise global.

O forte aumento das operações de crédito explica a melhora do resultado trimestral, diz o banco. De janeiro a setembro, porém, o ganho somou R$ 2,02 bilhões, com queda de 37,9% ante igual período de 2008.

O resultado trimestral da Caixa é bastante inferior se comparado aos principais concorrentes privados. No mesmo trimestre, Itaú Unibanco teve ganho de R$ 2,26 bilhões e Bradesco lucrou R$ 1,91 bilhão. Dessa forma, o ganho dos nove meses da instituição federal é comparável ao lucro do resultado trimestral dos concorrentes.

Segundo a Caixa, o aumento do lucro foi gerado principalmente pelas várias receitas com empréstimos, que somaram R$ 3,65 bilhões nos três meses, valor 28,2% maior que o de igual período de 2008, e também pela receita obtida com a cobrança de tarifas bancárias, que cresceu 25,5% na mesma base de comparação e somou R$ 2,37 bilhões.

Entre os serviços prestados pelo banco, chama a atenção o salto de 129% do valor obtido com as tarifas do cartão de crédito, que somaram R$ 94 milhões. “A grande influência para o bom resultado foi a expansão do crédito. A nossa carteira cresceu 61,9% nos 12 meses até setembro. Isso rebateu na receita obtida com as operações de crédito”, disse o vice-presidente de Controle e Risco, Marcos Vasconcelos. Em setembro, a soma de todos os empréstimos era R$ 111,9 bilhões, com alta de 12,8% no trimestre.

Segundo ele, a instituição tem conseguido aumentar o crédito porque há redução de juros ao cliente e do spread bancário - que é a margem cobrada pela instituição nos financiamentos. Ao mesmo tempo, pesou positivamente a queda da inadimplência. Segundo Vasconcelos, a parcela dos empréstimos das pessoas físicas com atraso superior a 90 dias caiu de 5,4% em junho para 5,2% em setembro. Entre as empresas, a inadimplência recuou de 2,4% para 2,1% no mesmo período. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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