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03/11 -
16:26
, atualizada às 15:45 04/11 -
Redação com agências
SÃO PAULO - Após operar em alta na maior parte do dia, o dólar perdeu força frente ao real e encerrou a terça-feira em queda. A moeda norte-americana fechou o dia negociada a R$ 1,746 para venda, em queda de 0,57%.
Pela manhã, o dólar chegou a subir 1,3%, para R$ 1,779, em meio a um cenário de aversão a risco provocado pela preocupação com o setor bancário depois de um prejuízo do UBS e uma reestruturação dos bancos britânicos Lloyds e Royal Bank of Scotland RBS.
À tarde, no entanto, a alta do dólar foi perdendo força gradativamente à medida que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se descolava dos mercados internacionais.
Rota de desvalorização
O sentimento no mercado brasileiro é de que o real seguirá a rota da desvalorização compatível com o desânimo internacional, apesar de ontem ter sido feriado no Brasil enquanto no exterior o pregão era de otimismo.
"Com o ambiente negativo que se desenha lá fora e com a apreensão em relação aos dados e eventos previstos para a semana, o mercado doméstico não deve encontrar espaço para operar descolado com a desculpa do feriado de ontem", previu um operador.
Bolsas
No mercado acionário, Bovespa teve um dia de oscilação, mas se firmou em alta nas últimas horas do pregão. Por volta das 15h54, o índice Ibovespa – a principal referência da bolsa paulista – tinha alta de 1,19%, aos 62.274 pontos.
No mesmo horário, a Bolsa de Nova York operava perto da estabilidade. O índice Dow Jones tinha leve queda de 0,07%, enquanto o Nasdaq recuava 0,02%.
Setor bancário
Diante das dúvidas e incertezas sobre a sustentabilidade da recuperação da economia global e do ressurgimento das preocupações com o setor bancário numa semana de agenda pesada, com destaque para a reunião do banco central norte-americano e para o resultado do mercado de trabalho nos Estados Unidos, o mercado deve se concentrar nas chamadas operações day trade. Dificilmente, os investidores vão correr o risco de montar uma posição grande enquanto essas dúvidas persistirem.
Na avaliação do economista da Legan Asset Management, Fausto Gouveia, a Bovespa tem espaço para uma nova correção de preços antes de voltar a ter uma alta. "O índice à vista pode testar novamente os 60 mil pontos, dado que o ganho acumulado no ano ainda é elevado", afirma. Até a última sexta-feira, o Ibovespa registrava valorização de 63,9% neste ano.
O clima negativo no exterior contrasta com o tom positivo da véspera, feriado no de Finados no Brasil, quando os mercados acionários subiram embalados por dados favoráveis nos EUA, com a indústria, e o balanço da Ford melhor do que o esperado. Assim, os investidores deixaram em segundo plano a concordada do CIT Group, a quinta maior anunciada no país.
Hoje, no entanto, os bancos são o principal o fator de pressão, após o suíço UBS ter anunciado prejuízo de US$ 552,9 milhões no terceiro trimestre, revertendo lucro de US$ 276 milhões no mesmo período do ano passado. No Reino Unido, o governo terá novamente de injetar recursos no setor. O Royal Bank of Scotland, que já foi nacionalizado durante a crise, anunciou que receberá mais 25,5 bilhões de libras (US$ 41,5 bilhões) do governo e também venderá ativos. O Lloyds vai receber 5,7 bilhões de libras (US$ 9,29 bilhões).
No Brasil, o setor bancário também está no foco do dia, com o início das divulgações dos balanços dos grandes bancos. O Itaú Unibanco informou hoje cedo lucro líquido de R$ 2,268 bilhões no terceiro trimestre, queda de 11% em relação ao resultado apresentado no mesmo período do ano passado, de R$ 2,551 bilhões. Amanhã sai o balanço do Bradesco.
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