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03/11 -
18:22
, atualizada às 19:19 03/11 -
Redação com agências
SÃO PAULO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um dia de oscilação nesta terça-feira, mas acentuou a trajetória de alta nas duas horas finais de pregão e encerrou em terreno positivo. O índice Ibovespa – principal referência da bolsa paulista – fechou em alta de 1,78%, aos 62.643 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,592 bilhões.
O movimento de aceleração dos ganhos na Bovespa ocorreu no mesmo momento em que as Bolsas de Nova York reduziam as perdas. O bom desempenho das ações da Vale e da Petrobras também ajudaram.
A Bolsa de Nova York teve fechou sem tendência definida nesta terça-feira. O índice Dow Jones recuou 0,18%, enquanto o Nasdaq subiu 0,40%.
O principal índice das bolsas de valores da Europa caiu ao menor nível em um mês nesta terça-feira, à medida que resultados decepcionantes do UBS e o plano do Royal Bank of Scotland de liquidar parte de seus negócios para limitar a ajuda governamental golpeou o setor bancário.
O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho das principais ações do continente, fechou em baixa de 1,16%, para 968,93 pontos, menor patamar de encerramento desde o início de outubro.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar perdeu força frente ao real, após operar em alta na maior parte do dia, e encerrou a terça-feira em queda. A moeda norte-americana fechou negociada a R$ 1,746 para venda, em queda de 0,57%.
Pela manhã, o dólar chegou a subir 1,3%, para R$ 1,779, em meio a um cenário de aversão a risco provocado pela preocupação com o setor bancário depois de um prejuízo do UBS e uma reestruturação dos bancos britânicos Lloyds e Royal Bank of Scotland RBS.
À tarde, no entanto, a alta do dólar foi perdendo força gradativamente à medida que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se descolava dos mercados internacionais.
Rota de desvalorização
O sentimento no mercado brasileiro é de que o real seguirá a rota da desvalorização compatível com o desânimo internacional, apesar de ontem ter sido feriado no Brasil enquanto no exterior o pregão era de otimismo.
"Com o ambiente negativo que se desenha lá fora e com a apreensão em relação aos dados e eventos previstos para a semana, o mercado doméstico não deve encontrar espaço para operar descolado com a desculpa do feriado de ontem", previu um operador.
Setor bancário
Diante das dúvidas e incertezas sobre a sustentabilidade da recuperação da economia global e do ressurgimento das preocupações com o setor bancário numa semana de agenda pesada, com destaque para a reunião do banco central norte-americano e para o resultado do mercado de trabalho nos Estados Unidos, o mercado deve se concentrar nas chamadas operações day trade. Dificilmente, os investidores vão correr o risco de montar uma posição grande enquanto essas dúvidas persistirem.
Na avaliação do economista da Legan Asset Management, Fausto Gouveia, a Bovespa tem espaço para uma nova correção de preços antes de voltar a ter uma alta. "O índice à vista pode testar novamente os 60 mil pontos, dado que o ganho acumulado no ano ainda é elevado", afirma. Até a última sexta-feira, o Ibovespa registrava valorização de 63,9% neste ano.
O clima negativo no exterior contrasta com o tom positivo da véspera, feriado no de Finados no Brasil, quando os mercados acionários subiram embalados por dados favoráveis nos EUA, com a indústria, e o balanço da Ford melhor do que o esperado. Assim, os investidores deixaram em segundo plano a concordada do CIT Group, a quinta maior anunciada no país.
Hoje, no entanto, os bancos são o principal o fator de pressão, após o suíço UBS ter anunciado prejuízo de US$ 552,9 milhões no terceiro trimestre, revertendo lucro de US$ 276 milhões no mesmo período do ano passado. No Reino Unido, o governo terá novamente de injetar recursos no setor. O Royal Bank of Scotland, que já foi nacionalizado durante a crise, anunciou que receberá mais 25,5 bilhões de libras (US$ 41,5 bilhões) do governo e também venderá ativos. O Lloyds vai receber 5,7 bilhões de libras (US$ 9,29 bilhões).
No Brasil, o setor bancário também está no foco do dia, com o início das divulgações dos balanços dos grandes bancos. O Itaú Unibanco informou hoje cedo lucro líquido de R$ 2,268 bilhões no terceiro trimestre, queda de 11% em relação ao resultado apresentado no mesmo período do ano passado, de R$ 2,551 bilhões. Amanhã sai o balanço do Bradesco.
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