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Projeto ajuda empresas a atuar no exterior

27/10 - 05:18 - Agência Estado

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No início do ano, a fabricante de fornos e refrigeradores industriais Prática deu o primeiro grande passo em direção à internacionalização. A empresa finalizou uma joint-venture com o grupo português Mercatus, da área de refrigeração, para construir uma nova fábrica em Pouso Alegre (MG).

Antes, porém, passou por um processo intenso de mudanças: formou um conselho de administração, auditou balanços e modificou práticas de gestão, auxiliada pelo Instituto Endeavor, de apoio ao empreendedorismo. "Foi tudo muito rápido", comenta um dos sócios, Luiz Eduardo Rezende. "O trabalho com a Endeavor queimou etapas do processo."
A ajuda da ONG faz parte de um projeto lançado no ano passado pela Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em conjunto com a União Europeia (UE), que pretende facilitar o caminho das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras no mercado internacional.

"São elas que mais precisam de políticas públicas de apoio à internacionalização", diz a diretora do projeto, Patrícia Vicentini. O projeto liderado pela ABDI prevê parcerias com 31 entidades públicas e privadas, como a Endeavor, em 16 Estados.

Serão investidos 44 milhões (R$ 112,13 milhões) - metade por parte da UE e a outra pelo governo brasileiro - para internacionalizar pelo menos 600 companhias até o fim de 2011. A ideia é oferecer serviços, como elaboração de estudos sobre um determinado mercado, consultoria especializada ou capacitação técnica, de forma gratuita ou a preços acessíveis aos pequenos empreendedores.

Um dos trabalhos mais aguardados do programa, desenvolvido com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), é o banco de projetos empresariais. Espécie de balcão de negócios online, a plataforma pretende aproximar as empresas interessadas em vender seus produtos no mercado europeu de seus potenciais compradores, explica Vicentini. O lançamento do serviço está previsto para maio do próximo ano.

MUDANÇA DE ROTA
Segundo o diretor geral do Instituto Endeavor, Rodrigo Teles, o maior desafio dos empreendedores no processo de internacionalização é a gestão. "Mesmo atendendo a todos os critérios técnicos - que no caso da UE são bastante rigorosos -, ela terá dificuldades se não tiver uma base sólida de gestão."
Essa constatação ajudou a fabricante de softwares Crivo, de São Paulo, a evitar dar um passo maior do que a perna. Quando começou o trabalho com a ONG, em outubro de 2008, pretendia começar de imediato o processo de internacionalização. Mas o aconselhamento com outros empreendedores, advogados e especialistas mostrou que ainda não era a hora certa. "Descobrimos que ainda estávamos frágeis para expandir internacionalmente e podíamos prejudicar a operação aqui dentro", conta um dos fundadores da Crivo, Daniel Turini.

A sonhada internacionalização foi adiada para meados de 2010, mas, enquanto isso, a empresa se prepara para a empreitada. Contratou diretores com experiência internacional e põe em prática um projeto de eficiência de gestão, elaborado pela Fundação Nacional de Qualidade. "Estamos investindo para um objetivo maior." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.




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