A Marcopolo registrou lucro líquido de R$ 32,6 milhões no segundo trimestre de 2009, uma alta de 5,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida da fabricante de carrocerias para ônibus caiu 19%, para R$ 485,8 milhões, na mesma comparação.
A geração de caixa pelo Ebitda somou R$ 51 milhões de abril a junho, com variação positiva de 93,2%.
O lucro bruto da empresa foi de R$ 81,7 milhões no segundo trimestre, 7,1% inferior ao registrado em 2008. Ao final de junho, a companhia tinha endividamento financeiro consolidado de R$ 649,7 milhões, dos quais R$ 410 milhões do segmento financeiro - pela consolidação das atividades do Banco Moneo - e o restante, do segmento industrial.
Depois de registrar quedas de 6,8% e 11,8% na fabricação de ônibus do segundo trimestre e do primeiro semestre, em relação aos mesmos períodos de 2008, respectivamente, a Marcopolo prevê retomada de produção a partir de setembro, disse seu diretor de relações com investidores, Carlos Zignani. A avaliação leva em conta alguns fatores com efeito positivo sobre a demanda.
Em primeiro lugar, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) editou novas normas para o crédito, ampliando de 72 para 96 meses o prazo de pagamento dos veículos, com redução de juros, citou Zignani. O benefício vigora até dezembro, o que deve estimular compras antecipadas, ponderou o diretor. Junto à melhora no crédito, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sinalizou que irá prorrogar concessões de linhas interestaduais - o que dá mais confiança aos operadores para fazer encomendas. Também o Ministério da Educação enviou aos fabricantes os primeiros pedidos do programa Caminho da Escola, que financia a aquisição de ônibus para prefeituras e governos estaduais. Além disso, a Marcopolo lançou em junho a nova família de ônibus da Geração 7, desenvolvida nos últimos três anos.
A Marcopolo adotou férias coletivas no primeiro semestre e alguns dias paralisados serão recuperados nos próximos meses sem gerar despesas com salários. Serão quase dez dias de reposição, disse Zignani.
No mercado externo, a sazonalidade principal de vendas ocorre no segundo semestre. A Índia será este ano a principal produção da Marcopolo fora do País. Foram produzidas 1.500 unidades na Índia no primeiro semestre e a previsão é chegar a 8 mil em 2009. Destes números, a Marcopolo consolidou 764 unidades no resultado de janeiro a junho e irá adicionar 4 mil ao resultado do ano, já que a produção local é feita em parceria com a Tata Motors. A joint venture com a GB Auto no Egito está em fase pré-operacional e deve iniciar atividade operacional em setembro. Na África do Sul, a Marcopolo assinou contrato para entrega de 460 ônibus rodoviários para atender a demanda durante a Copa do Mundo de 2010.
