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05/08 -
13:25
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Agência Estado
O fluxo cambial encerrou o mês de julho com o quarto resultado mensal positivo. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Banco Central, o mês passado teve ingresso líquido de US$ 1,27 bilhão. O resultado é melhor que o observado em igual mês do ano passado, quando o fluxo cambial registrou a saída líquida de US$ 2,494 bilhões.
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De acordo com o BC, o ingresso de dólares no mês passado foi liderado pelo segmento financeiro, que ficou superavitário em US$ 4,103 bilhões - terceiro resultado positivo consecutivo. Nessa conta são registradas as operações de entrada e saída de investidores, lucros e dividendos e recursos para o setor produtivo. Em julho, o segmento registrou ingressos totais de US$ 33,881 bilhões e saídas de US$ 29,778 bilhões.
O valor da conta financeira foi mais que suficiente para compensar a saída líquida de US$ 2,833 bilhões na conta comercial. Julho foi o segundo mês em que a conta comercial teve déficit. No mês passado, esse resultado foi gerado com o registro de contratos de câmbio para importação que somaram US$ 12,719 bilhões e contratos para exportações de US$ 9,886 bilhões.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o fluxo cambial registra entrada líquida de US$ 3,935 bilhões, gerada pela conta comercial que teve superávit de US$ 9,995 bilhões no ano, valor que compensou a saída de US$ 6,059 bilhões no segmento financeiro. Em igual período de 2008, o fluxo cambial era positivo em US$ 12,440 bilhões.
Bancos
Os bancos reforçaram a posição vendida no mercado cambial. Os dados divulgados hoje pelo BC mostram que as instituições financeiras mantinham posição vendida correspondente a US$ 1,518 bilhão no fim de julho. O valor é praticamente três vezes maior que o registrada um mês antes, no fim de junho, quando a posição vendida estava em US$ 524,4 milhões.
Após 22 meses de posições compradas no dólar, julho é o segundo mês seguido em que prevalece a posição vendida. Grosso modo, analistas entendem que estar "vendido" em dólares pode representar a aposta de que a moeda norte-americana tende a se desvalorizar na relação com o real.
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