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Obama e Lula concordam em não retroceder no comércio

09/07 - 10:12 , atualizada às 11:33 09/07 - Agência Estado

Logo Agência Estado

O presidente dos EUA, Barack Obama, acredita que não é o momento de retroceder em relação ao comércio, segundo informou a Casa Branca. As negociações da Rodada Doha, paralisadas há um longo tempo, estavam na agenda do encontro bilateral desta quinta-feira entre Obama e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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    No entanto, não está claro se Obama e outros líderes vão estabelecer um novo prazo para as negociações de Doha. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que os dois presidentes concordaram em não voltar atrás no comércio.

    "Nós certamente vimos as exportações globais caírem bastante no fim do ano passado e no início deste ano", disse Gibbs. "Acho que há um reconhecimento de que, se a economia global vai voltar aos trilhos, nós não podemos voltar para um pensamento protecionista", acrescentou.

    Gibbs disse que Obama e Lula não entraram em especificidades sobre Doha, que fracassou por causa de subsídios concedidos a agricultores nos EUA e de questões envolvendo o acesso a mercados no Brasil e em outros países.

    Sem prazo

    O comunicado divulgado na quarta-feira pelo G8, grupo que reúne as sete economias mais industrializadas do mundo e a Rússia, afirmou que os países vão buscar uma conclusão para as conversas, mas não incluiu um prazo.

    Uma autoridade da Casa Branca disse que a data - provavelmente em 2010 - pode ser incluída no comunicado a ser divulgado nesta quinta-feira pelo G8 e as quatro maiores economias emergentes.

    AP

    Lula presenteia Obama com camisa da seleção

    Durante o encontro, Obama alertou que seu país não conseguirá recuperar os níveis de consumo do passado e que as nações antes focadas nas exportações para o mercado americano devem impulsionar o consumo interno.

    Segundo o assessor da presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, que acompanhou o encontro, Obama insistiu com Lula que houve uma transformação na economia real americana.

    Durante o encontro, o presidente americano destacou os esforços de seu governo para recuperar a estabilidade do sistema financeiro no EUA. Obama discorreu, em especial, sobre o novo modelo de regulação das instituições do setor. Já Lula detalhou as medidas adotadas pelo Brasil e até esnobou, ao informar que a indústria automotiva brasileira alcança níveis de produção superiores aos de anos anteriores.

    O presidente brasileiro aproveitou o encontro para expor seu temor de que o G-20 - grupo que reúne os principais países emergentes - venha a "empurrar a crise com a barriga", sem implementar as reformas com as quais seus líderes se comprometeram nas duas reuniões realizadas desde dezembro passado.

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