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Dólar volta a subir e fecha acima de R$ 2; Bovespa opera em queda

08/07 - 16:32 - Redação com agências

Em um pregão turbulento, o dólar comercial teve uma nova alta frente ao real - a quinta consecutiva - nas negociações desta quarta-feira (8) e fechou acima do patamar de R$ 2. A moeda norte-americana, embalada pelo clima internacional pessimista, teve elevação de 0,90% e terminou cotada a R$ 2,011. Na máxima do dia, a divisa chegou a subir quase 1,5%.

 

Mesmo com a cotação em alta, o Banco Central (BC) realizou durante a tarde mais um leilão para compra de dólares no mercado à vista de câmbio. Segundo comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) do BC, a atuação teve início às 15h28 e termina às 15h38. A taxa aceita ficou em R$ 2,0173.

O BC também revelou que o saldo entre a entrada e saída de dólares (fluxo cambial) do País em junho ficou positivo em US$ 1,076 bilhão, elevando o resultado acumulado no primeiro semestre deste ano para US$ 2,666 bilhões. Em junho do ano passado, o fluxo cambial havia registrado saída líquida de US$ 877 milhões, enquanto nos seis primeiros meses de 2008 a conta acumulava saldo positivo de US$ 14,933 bilhões.

Bovespa

No mercado de capitais, após ensaiar uma reação no início do pregão, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a apontar tendência negativa. Por volta das 16h25 o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, apresentava queda de 1,06%, para os 48.934 pontos.

As atenções do mercado nesta quarta-feira se focam na reunião do G8 (grupo dos países mais industrializados do mundo mais a Rússia), que realizam cúpula na Itália.

Os dirigentes da organização veem "sinais de estabilização" da economia mas advertem que "riscos permanecem", em seu projeto de declaração comum divulgado nesta quarta-feira por fontes diplomáticas.

Segundo o operador-sênior da TOV Corretora, Décio Pecequilo, depois dos ganhos expressivos do primeiro semestre, a Bovespa passa por um período de acomodação. "Temos que lembrar que o Ibovespa subiu 37% no semestre, e, em dólares, a alta foi ainda maior, 64%". 

Sinais do FMI

Nesta manhã, também foi divulgado o relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), e o FMI melhorou a projeção para a economia global em 2010 para crescimento de 2,5%, ante alta de 1,9% na projeção anterior. Para este ano, a projeção foi levemente revisada em baixa para contração de 1,4%, ante queda de 1,3%.

O FMI também melhorou as projeções para a economia dos EUA tanto para este ano quanto para 2010. Para 2009, o FMI projeta recuo de 2,6% do PIB, ante previsão de queda de 2,8% anunciada em abril. Para 2010, a previsão foi elevada de taxa zero para um crescimento leve de 0,8%.

Para o Brasil, foi mantida a projeção de queda de 1,3% do Produto Interno Bruto em 2009, mas o FMI elevou a projeção de crescimento da economia brasileira em 2010, de 2,2% para 2,5%.

Internamente, o destaque da agenda do dia foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apontou que a inflação oficial no país desacelerou para 2,57% no primeiro semestre do ano. Em junho, o índice recuou para 0,36%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

(Com informações do Valor Online, Agência Estado e Reuters)

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