08/07 -
11:06
-
Redação com agências
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) homologou nesta quarta-feira, durante sessão de julgamento, o acordo assinado com as empresas Sadia e Perdigão, na última terça-feira à noite, suspendendo a união das duas empresas, anunciada em 19 de maio.
Na prática, o acordo impede que a Perdigão exerça controle sobre a Sadia, até que o Cade julgue a operação, fazendo com que ambas as companhias mantenham suas estruturas administrativas produtivas e comerciais íntegras e independentes.
| EFE |
![]() |
| Os presidentes da Perdigão e da Sadia, Nildemar Secches(e) e Luiz Fernando Furlan, comemoram o anúncio da fusão |
O relator do caso no Cade, conselheiro Paulo Furquim, destacou que o acordo atende às preocupações do órgão antitruste, já que a união das duas empresas tem o potencial de elevar as concentrações em determinados mercados. "Isso ocorre devido a semelhança das duas empresas, que são quase espelhos e atuam nas mesmas áreas", afirmou Furquim, durante a homologação do acordo.
Ontem, o Cade confirmou a assinatura do acordo com as duas companhias suspendendo a fusão entre as empresas, até que ocorra o julgamento do ato pelo conselho. O nome técnico do acordo é Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação (Apro).
A aquisição da Sadia pela Perdigão foi acertada em 19 de maio, em um acordo baseado em troca de ações. A união das empresas criou a Brasil Foods, empresa com faturamento anual acima de R$ 20 bilhões e que controla mais de 55% do mercado nacional de industrializados de carne e margarinas e participação ainda maior em produtos como massas prontas.
(Com informações da Agência Estado e do Valor Online)
Leia mais sobre Sadia e Perdigão
Publicidade