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Bovespa registra quinta queda seguida; dólar sobe e fecha acima de R$ 2

08/07 - 17:19 - Redação com agências

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou seu quinto pregão seguido de queda nesta quarta-feira (8), na véspera do feriado da Revolução Constitucionalista de 1932. Após ensaiar uma reação nas primeiras horas da sessão o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, passou para território negativo e fechou com baixa de 0,56%, para 49.177 pontos. Uma sequência de cinco baixas não era registrada na Bolsa desde novembro do ano passado.

 

Entre os ativos de maior peso na carteira do Ibovespa, Petrobras PN caiu 0,81%, para R$ 29,11; Vale PNA avançou 1,51%, a R$ 28,17; Itaú Unibanco PN perdeu 0,52%, para R$ 30,35; BM & FBovespa ON diminuiu 1,08%, cotada a R$ 10,93; e Bradesco PN teve desvalorização de 2,52%, a R$ 27,05.

Em Wall Street, compras no final do pregão garantiram alta de 0,18% para o Dow Jones, que fechou aos 8.178 pontos. Já o S&P 500 perdeu 0,17%, para 879 pontos. E o Nasdaq avançou 0,06%, a 1.747 pontos.

Fatores

As atenções do mercado nesta quarta-feira se focaram na reunião do G8 (grupo dos países mais industrializados do mundo mais a Rússia), que realizam cúpula na Itália.

Os dirigentes da organização veem "sinais de estabilização" da economia mas advertem que "riscos permanecem", em seu projeto de declaração comum divulgado nesta quarta-feira por fontes diplomáticas.

No dia, também foi divulgado o relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), e o FMI melhorou a projeção para a economia global em 2010 para crescimento de 2,5%, ante alta de 1,9% na projeção anterior. Para este ano, a projeção foi levemente revisada em baixa para contração de 1,4%, ante queda de 1,3%.

Internamente, o destaque da agenda do dia foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apontou que a inflação oficial no país desacelerou para 2,57% no primeiro semestre do ano. Em junho, o índice recuou para 0,36%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Dólar 

No mercado cambial, em um pregão turbulento, o dólar comercial teve uma nova alta frente ao real - a quinta consecutiva - e fechou acima do patamar de R$ 2. A moeda norte-americana, embalada pelo clima internacional pessimista, teve elevação de 0,90% e terminou cotada a R$ 2,011. Na máxima do dia, a divisa chegou a subir quase 1,5%.

Segundo o diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, o movimento de alta da moeda americana não causa surpresa, já que o fluxo de recursos em direção ao país está negativo.

"Aquele fluxo generoso para o Brasil retrocedeu em função da perda de fôlego da bolsa e da menor atratividade dos ativos de renda fixa", explica o especialista.

O Banco Central (BC) revelou que o saldo entre a entrada e saída de dólares (fluxo cambial) do País em junho ficou positivo em US$ 1,076 bilhão, elevando o resultado acumulado no primeiro semestre deste ano para US$ 2,666 bilhões. Em junho do ano passado, o fluxo cambial havia registrado saída líquida de US$ 877 milhões, enquanto nos seis primeiros meses de 2008 a conta acumulava saldo positivo de US$ 14,933 bilhões.

Mesmo com a cotação em alta, o BC realizou durante a tarde mais um leilão para compra de dólares no mercado à vista de câmbio. Segundo comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) do BC, a atuação teve início às 15h28 e termina às 15h38. A taxa aceita ficou em R$ 2,0173.

(Com informações do Valor Online, Agência Estado e Reuters)

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