07/07/2009 -
16:33
-
Redação com agências
O dólar voltou a registrar alta nesta terça-feira (7), marcando o quarto pregão seguido de valorização frente ao real. A moeda americana teve elevação de 1,58% e fechou cotada a R$ 1,993.
Ao longo do pregão, o Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio, comprando moeda americana em leilão no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 11h55 e terminou às 12h05. A taxa aceita ficou em R$ 1,959.
Ontem, o dólar marcou o terceiro dia de apreciação contra o real, mas a moeda fechou longe das máximas do dia. Depois de bater R$ 1,985 na máxima, o dólar comercial encerrou a R$ 1,959 na compra e R$ 1,961 na venda, ainda assim, elevação de 0,40%.
Bovespa
No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera nas negóciações do dia em baixa. Por volta das 16h30 o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, apresentava queda de 1,69%, para os 49.765 pontos.
Em Wall Street, os vendedores continuam determinando o rumo dos negócios. O pessimismo do dia é atribuído à expectativa negativa quanto ao desempenho das empresas no segundo trimestre. Há pouco, o Dow Jones caía 1,14%, enquanto o Nasdaq diminuía 1,37%.
Fatores
Nesta terça-feira, a Receita anunciou que mesmo com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e medidas de cortes de tributos, a carga tributária do Brasil aumentou no ano passado.
Dados mostram que a carga tributária (conjunto de tributos recolhidos pela União, Estados e municípios) bateu recorde histórico em 2008 e atingiu 35,8% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa uma alta de 1,08 ponto porcentual em relação à carga tributária de 2007, quando foi de 34,72% do PIB.
Foi anunciado também pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve uma queda maior que a esperada em junho, devido a um arrefecimento de custos em todos os componentes. O indicador declinou 0,32% em junho, ante variação positiva de 0,18% em maio.
A Bovespa anunciou hoje ainda que pelo quarto mês consecutivo, o volume negociado na Bolsa apresenta expansão. Em junho, foram negociados R$ 112,74 bilhões, um aumento de 4,36% sobre o registrado em maio.
O número de negócios avançou de 6,91 milhões para 7,04 milhões, crescimento de 1,88%. As médias diárias foram de R$ 5,40 bilhões e 345.276 transações.
Dança
Hoje, o jornal FT premia a potencialidade brasileira. O Brasil passa "dançando pela crise", diz o jornal britânico, em caderno especial sobre o País publicado nesta terça-feira. "Se as conversas sobre recuperação fazem sentindo em algum lugar do mundo, é no Brasil, um líder emergente mundial na agricultura, mineração, petróleo, até em bancos de investimento e com um mercado doméstico que os concorrentes só podem sonhar."
O anúncio ontem feito pela agência de classificação de risco Moody’s, que colocou a nota de crédito do Brasil em revisão para possível elevação, também deve repercutir entre os investidores. Se a agência confirmar a melhora de nota, o País ganha mais um grau de investimento. Das grandes empresas de rating, só falta o selo da Moody’s, pois Fitch e Standard & Poors já deram tal classificação ao Brasil.
(Com informações do Valor Online e da Agência Estado)
Leia mais sobre dólar - Bovespa
Publicidade