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Bovespa opera em queda nesta terça; dólar sobe

07/07/2009 - 10:18 , atualizada às 15:39 07/07 - Redação com agências

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera nas negóciações desta terça-feira (7) em baixa. Por volta das 15h40 o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, apresentava queda de 1,19%, para os 50.019 pontos.

 

Em Wall Street, os vendedores continuam determinando o rumo dos negócios. O pessimismo do dia é atribuído à expectativa negativa quanto ao desempenho das empresas no segundo trimestre. Há pouco, o Dow Jones caía 0,90%, enquanto o Nasdaq diminuía 1,17%.

Nesta terça-feira, a Receita anunciou que mesmo com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e medidas de cortes de tributos, a carga tributária do Brasil aumentou no ano passado.

Dados mostram que a carga tributária (conjunto de tributos recolhidos pela União, Estados e municípios) bateu recorde histórico em 2008 e atingiu 35,8% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa uma alta de 1,08 ponto porcentual em relação à carga tributária de 2007, quando foi de 34,72% do PIB.

Foi anunciado também pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve uma queda maior que a esperada em junho, devido a um arrefecimento de custos em todos os componentes. O indicador declinou 0,32% em junho, ante variação positiva de 0,18% em maio.

A Bovespa anunciou hoje ainda que pelo quarto mês consecutivo, o volume negociado na Bolsa apresenta expansão. Em junho, foram negociados R$ 112,74 bilhões, um aumento de 4,36% sobre o registrado em maio.

O número de negócios avançou de 6,91 milhões para 7,04 milhões, crescimento de 1,88%. As médias diárias foram de R$ 5,40 bilhões e 345.276 transações.

Dança

Hoje, o jornal FT premia a potencialidade brasileira. O Brasil passa "dançando pela crise", diz o jornal britânico, em caderno especial sobre o País publicado nesta terça-feira. "Se as conversas sobre recuperação fazem sentindo em algum lugar do mundo, é no Brasil, um líder emergente mundial na agricultura, mineração, petróleo, até em bancos de investimento e com um mercado doméstico que os concorrentes só podem sonhar."

O anúncio ontem feito pela agência de classificação de risco Moody’s, que colocou a nota de crédito do Brasil em revisão para possível elevação, também deve repercutir entre os investidores. Se a agência confirmar a melhora de nota, o País ganha mais um grau de investimento. Das grandes empresas de rating, só falta o selo da Moody’s, pois Fitch e Standard & Poors já deram tal classificação ao Brasil.

Dólar

No mercado cambial, o dólar se firmou em terreno positivo, após operar em queda ao longo da manhã. Por volta das 15h40, a moeda norte-americana era vendida a R$ 1,985, em alta de 1,17%.

O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio, comprando moeda americana em leilão no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 11h55 e terminou às 12h05. A taxa aceita ficou em R$ 1,959.

Ontem, o dólar marcou o terceiro dia de apreciação contra o real, mas a moeda fechou longe das máximas do dia. Depois de bater R$ 1,985 na máxima, o dólar comercial encerrou a R$ 1,959 na compra e R$ 1,961 na venda, ainda assim, elevação de 0,40%.

(Com informações do Valor Online e da Agência Estado)

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