SÃO PAULO - Os principais indicadores das bolsas de Nova York conseguiram reverter as perdas do começo do pregão. As ações de empresas de serviços e do setor financeiro subiram e ajudaram a contrabalançar a queda dos papéis do segmento de commodities.
No entanto, o índice Nasdaq ainda ficou no vermelho no encerramento do dia.
Em comparação aos níveis de fechamento da quinta-feira (uma vez que sexta foi feriado nos EUA), o Dow Jones avançou 0,53%, para 8.324,87 pontos. O S & P 500 ganhou 0,26%, aos 898,72 pontos. O Nasdaq terminou em 1.787,40 pontos, com queda de 0,51%.
As dúvidas quanto à velocidade de recuperação da economia mundial ainda perduram e fazem os investidores sair das ações de empresas ligadas a commodities - ou seja, dependentes da produção industrial. A produtora de alumínio Alcoa recuou 6% e a petroleira Exxon Mobil perdeu 0,6%, por exemplo.
Ao mesmo tempo, esses investidores partem para ações consideradas "defensivas", ou seja, de serviços, farmacêuticas e de bens de consumo não-duráveis, entre outros. Merck subiu 3,3%, acompanhada por Procter & Gamble (+2%) e Philip Morris (+2,8%).
Algumas ações do setor financeiro se beneficiaram das notícias do dia. Um leilão de títulos do Tesouro americano, atrelados à inflação, atraiu a maior demanda em nove anos. Esse fato alimentou no mercado a percepção de que ainda há espaço para o governo ofertar títulos públicos.
Alguns analistas de mercado destacaram também que a agência de classificação de risco Moody's colocou em revisão para possível elevação o rating Ba1 em moeda estrangeira do Brasil. A notícia beneficia bancos com exposição a títulos brasileiros e dá alento ao mercado de forma geral, uma vez que, no cenário de crise, são poucas as melhoras de classificação de risco. Os papéis do Goldman Sachs e do JPMorgan Chase subiram 2% e 1%, respectivamente.
Já a American Express avançou 5,6%, com uma melhora de recomendação de suas ações por parte de analistas da Stifel Nicolaus & Co.
(Valor Online, com agências internacionais)
