SÃO PAULO - O custo da cesta básica foi mais alto, em junho, em 12 das 17 capitais avaliadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em Aracaju, por exemplo, o aumento mensal correspondeu a 4,47%, com a cesta valendo R$ 176,35.
Houve elevação de 1,8% em Fortaleza, onde a cesta saiu a R$ 188,67. Em Florianópolis e Curitiba, os avanços foram de 1,53% e 1,04%, na ordem, para R$ 217,46 e R$ 213,52.
Em sentido inverso, o conjunto de produtos básicos ficou mais barato, em junho, em Brasília, onde foi verificada queda de 2,28%, para R$ 216,29, e João Pessoa (diminuição de 0,90%, para R$ 187,30). Também foram observados decréscimos em Natal (-0,12%), onde a cesta saiu a R$ 200,91, Rio de Janeiro (-0,37%), para R$ 220,20, e Recife (-0,45%), para R$ 190,93.
Para o salário mínimo cobrir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, ele deveria corresponder a R$ 2.046,99 em junho, ou 4,4 vezes o mínimo atual (R$ 465) e superior aos R$ 2.045,06 previstos para maio.
Entre janeiro e junho, 13 da 17 capitais registraram custo menor da cesta básica, sendo que as baixas mais significativas foram apuradas em Florianópolis (-9,02%), Aracaju (-8,76%) e Brasília (-8,41%). Na ponta contrária, com elevação, ficaram Recife (3,99%), Salvador (3,08%), Goiânia (1,62%) e Belém (1,28%).
(Valor Online)
