06/07/2009 -
13:19
, atualizada às 13:56 06/07 -
Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, nesta segunda-feira, que o governo deve cortar mais gastos para manter o superávit primário como o projetado. "O Brasil está numa situação muito boa, onde há perfeito controle das contas públicas, mas vamos cortar mais algumas despesas para acomodar a situação deste ano já que a arrecadação caiu", disse, durante participação em evento da Nossa Caixa, realizado na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio).
Segundo o ministro, a previsão do superávit para este ano, de 2,5%, está mantida e, para 2010, deve ficar em 3,3% ao ano. “Continuamos no caminho da solidez fiscal. Em nenhum momento pensei em reduzir mais o superávit. Para ano que vem, o crescimento já deve voltar para 4% ou 4,5%”, afirmou.
Apesar de explicar que o governo está reduzindo os gastos com o custeio da máquina publica, o ministro afirmou que o reajuste dos servidores públicos deve ser mantido.
Ele também falou sobre a geração de empregos e disse que a previsão para este ano é que sejam criadas cerca de 600 mil novas vagas. “Ano que vem voltaremos a criar mais de 1 milhão”, considerou, acrescentando que o País foi um dos "últimos a entrar na crise e será um dos primeiros a sair".
No evento, no qual a Nossa Caixa anunciou uma nova linha de crédito para micro e pequenas empresas, o ministro destacou a importância dos bancos públicos na economia. “Em momento de crise, os bancos privados se encolhem, enquanto os públicos ganham depósitos e suporte do governo. A Nossa Caixa tem muito recurso disponível e cabe a ela aumentar os empréstimos como está fazendo”, afirmou.
De acordo com Mantega, a concessão de crédito deve reforçar a concorrência, já que se os bancos privados não aumentarem o crédito irão perder clientes. “É isso mesmo que queremos: que haja competição.”
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