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DIs fecham em baixa em pregão de baixa liquidez

06/07/2009 - 16:31 - Valor Online

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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros reafirmaram o viés de baixa adquirido na semana passada e começaram a semana perdendo prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Mas o baixo volume negociado tirou relevância do movimento.

A disposição dos agentes em tomar posições foi menor do que na sexta-feira, quando um feriado em Wall Street reduziu os volumes em todos os mercados brasileiros. Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 185.050 contratos, equivalentes a R$ 16,65 bilhões (US$ 8,55 bilhões), cerca de metade do registrado no pregão anterior e o menor volume desde 25 de maio, dia que também foi marcado por falta de referencial externo. O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 61.040 contratos, equivalentes a R$ 5,30 bilhões (US$ 2,72 bilhões).

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, mais líquido da sessão, apontava baixa de 0,03 ponto, para 9,86%. O vencimento para janeiro de 2012 fechou estável 10,94%. E janeiro de 2013 projetava 11,62%, desvalorização de 0,01 ponto.

Entre os curtos, janeiro de 2010 apontava baixa de 0,01 ponto, a 8,75%. Agosto de 2009 perdeu 0,03 ponto, a 8,96%. Setembro de 2009 caiu 0,03 ponto, para 8,82%. E outubro de 2009 também caiu 0,03 ponto, a 8,78%.

Como se consolida a ideia de lenta recuperação da economia global, os agentes voltaram a reduzir as posições defensivas que estavam montando na curva futura de juros. A percepção é de que as taxas de juros poderão permanecer em patamares baixos por um período mais longo de tempo.

A recente queda nas taxas futuras de vencimento mais curto também sugere que alguns dos participantes do mercado revisam sua expectativa para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). A aposta estava concentrada em um corte de 0,25 ponto percentual, mas cada vez mais agentes acreditam agora em redução de 0,5 ponto na Selic na reunião de 22 de julho. O vencimento janeiro de 2010, na casa de 8,75%, contribui para essa visão.

Sem impacto sobre a curva futura, o Boletim Focus, do Banco Central, mostrou discreta alteração na expectativa de inflação para 2009 e 2010. A pesquisa diz que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 4,42%, contra 4,40% do levantamento anterior. Para 2010, a mediana das expectativas subiu de 4,32% para 4,33%.

A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) estacionou em contração de 0,5%. A previsão para a taxa Selic também não teve alteração: a sondagem aponta juro de 8,75% no encerramento de 2009. Atualmente, a taxa básica é de 9,25%.

Para o câmbio, o prognóstico rompeu a linha de R$ 2,00, que era respeitada há três semanas. Os agentes esperam dólar a R$ 1,99 no fim deste ano.

Ainda pela manhã, a Anfavea mostrou que a venda de veículos em junho subiu 21,5% e bateu novo recorde aos registrar 300.157 unidades. Sobre junho de 2008, foi registrado aumento de 17,2%.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro realizou leilão de troca de Letras do Tesouro Nacional (LTN). Foram aceitos apenas 156.950 títulos do lote de 500 mil ofertados, movimentando R$ 617 milhões. Com maior aceitação, todo o lote de 1 milhão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) foi trocado, com giro de R$ 916 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)




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