06/07/2009 -
10:58
, atualizada às 12:35 06/07 -
Redação com agências
Em junho, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) registrou “aumentos moderados” nos preços dos alimentos em 12 capitais brasileiras, entre as 17 regiões pesquisadas. Aumentos superiores a 1% ocorreram em quatro cidades: Aracaju (4,47%), Fortaleza (1,80%), Florianópolis (1,53%) e Curitiba (1,04%). Os demais oito aumentos ficaram abaixo de 1%.
Segundo a pesquisa, em cinco capitais houve reduções, também modestas, sendo que, em Brasília, a queda foi de -2,28%, em João Pessoa foi de -0,90%, em Recife -0,45%, no Rio de Janeiro -0,37%, e em Natal -0,12%.
Apesar da pequena taxa de aumento (0,09%), Porto Alegre permanece com o maior custo da cesta de alimentos básicos, de R$ 253,66. A capital paulista, também com pequena taxa positiva (0,33%), apresenta o segundo maior valor da cesta, de R$ 228,10, seguida por Vitória (R$ 227,30) e Rio de Janeiro (R$ 188,67).
Salário mínimo ideal
Com base no preço médio da cesta básica nacional em junho, o Dieese afirma que o salário mínimo ideal no mês passado seria de R$ 2.046,99. Este valor é 4,4 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 465, e um pouco superior ao piso ideal de maio, que era de R$ 2.045,06. Na comparação com junho do ano passado, quando o mínimo ideal estimado era de R$ 2.072,70, o valor do mês passado é menor.
Os cálculos feitos pelos técnicos do Dieese para o salário mínimo com base no preço médio da cesta básica de produtos leva em conta a determinação constitucional que estabelece que o piso salarial pago no País deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família (casal mais dois filho) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Ainda de acordo com o Dieese, na média das 17 capitais pesquisadas em junho, o trabalhador que ganha o salário mínimo teve de trabalhar 98 horas e 58 minutos, quase igual à jornada exigida em maio, que era de 98 horas e 35 minutos.
Variação no semestre
De acordo com o levantamento do Dieese, tanto no primeiro semestre, quanto nos últimos 12 meses, o custo da cesta básica barateou em 13 capitais. No semestre, as maiores quedas foram apuradas em Florianópolis (-9,02%), Aracaju (-8,76%) e Brasília (-8,41%). Os aumentos foram observados em Recife (3,99%), Salvador (3,08%), Goiânia (1,62%) e Belém (1,28%).
Nos últimos 12 meses, as maiores reduções foram anotadas em Florianópolis (-8,69%), Aracaju (-8,03), Belo Horizonte (-7,56%) e São Paulo (-6,99%). As evoluções foram registradas em Salvador (7,27%), Vitória (3,10%) e Goiânia (0,51%).
(Com informações da Agência Estado)
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