06/07/2009 -
17:22
, atualizada às 18:20 06/07 -
Redação com agências
SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reduziu a queda no fim do pregão desta segunda-feira, e encerrou os negócios com recuo de 0,61%, aos 50.622 pontos, depois de marcar queda superior a 2%.
Realização de lucros, com a ajuda de investidores estrangeiros principalmente na venda das blue chips (principais ações da Bolsa), ditou o rimo do pregão.
Na hora final da sessão, a agência de classificação de risco de crédito Moody's informou que colocou em revisão para possível elevação os ratings Ba1 de dívida em moeda local e estrangeira do governo do Brasil. A notícia coincidiu com a ligeira melhora da Bovespa no final, mas que foi atribuída principalmente ao aumento dos ganhos em Nova York, já que a nota da agência de risco "já estaria no preço dos ativos".
Em Wall Street, o Dow Jones terminou com ligeira alta, mas a sessão foi bem 'morna', com giro menor em razão das férias de verão no Hemisfério Norte. No final, registrou alta de 0,53%, aos 8.324,87 pontos. O S&P também virou no final da sessão e registrou ganho de 0,26%, aos 898,72 pontos. Nasdaq terminou em baixa de 0,51%, aos 1.787,40 pontos.
Para os próximos dias, a tendência é de pregões 'laterais', sem muito fluxo estrangeiro e diante de agenda com poucos dados relevantes. Nesta semana, saem sobretudo índices de preços, como IGP-DI, amanhã, e o IPCA, na quarta. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também apresenta amanhã os indicadores industriais de maio.
Pressões
A Bovespa segue enfrentando a concorrência com ofertas primárias e secundárias feitas companhias. De amanhã até sexta-feira, ocorre o período para reserva dos interessados nas ações secundárias que a Light está oferecendo. A empresa fará oferta secundária de até 34.849.614 ações. O preço da oferta sairá na próxima segunda-feira. A Hypermarcas também está no mercado, oferecendo até 40,5 milhões de ações, desdobradas entre papéis secundários e primários. A reserva começa na quarta-feira e termina na próxima semana, com fechamento do livro de registros na terça-feira.
O mercado também iniciou a contagem regressiva para saber o momento em que a Perdigão anunciará a sua oferta de ações como parte do processo para se capitalizar para fazer frente aos custos da fusão com a Sadia. As empresas realizam assembleia de acionistas na quarta-feira.
Dólar
O dólar começou a semana com pequena valorização ante o real, com uma retomada das preocupações sobre o ritmo de recuperação da economia global. A moeda americana encerrou esta segunda-feira valendo R$ 1,962, com alta de 0,46%.
Mais cedo, o dólar chegou a subir 1,48%. O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio, comprando moeda americana em leilão no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 14h53 e terminou às 15h03. A taxa aceita ficou em R$ 1,9703.
Segundo o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, a divulgação de dados do setor de serviços nos Estados Unidos, que apresentou retração menor em junho que no mês anterior, amenizou o pessimismo dos mercados.
O relatório, no entanto, não conseguiu neutralizar os temores de que a recuperação econômica global pode demorar.
No final da tarde, uma leve melhora em Wall Street também contribuiu para arrefecer o avanço do dólar no mercado doméstico.
"Lá fora o dia está ruim. O mercado está trabalhando no campo negativo e isso colaborou para um fluxo de saída de dólares do cenário doméstico", disse Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora de Câmbio.
Na sexta-feira, o dólar fechou praticamente estável ante o real, em dia de fraco volume de negócios por conta do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.
(Com informações do Valor Online, Agência Estado e Reuters)
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