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Nakano vê riscos e desafios, mas projeta alta de 3% para o PIB de 2010

03/07/2009 - 20:25 - Valor Online

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SÃO PAULO - A injeção de liquidez promovida pelos países mais afetados pela crise econômica exigirá, em algum momento, um ajuste. Para o economista Yoshiaki Nakano, esses recursos - injetados pelo Federal Reserve e bancos centrais de outros países - estão mais concentrados no mercado financeiro do que na economia real.

Esse quadro pode resultar em uma nova "bolha", ou seja, um crescimento artificial, que não está amparado em expansão de investimentos produtivos e de consumo.

Ainda que a hipótese de bolha não se concretize, Nakano defende que o cenário de gastos públicos, sobretudo nos Estados Unidos, também exigirá ajustes fiscais, o que aumenta as chances de haver nova queda do PIB. "Se os Estados Unidos e a União Europeia tiverem de zerar esses déficits, a liquidez será enxugada e o fluxo de capital para o Brasil diminuirá", avalia.

Ainda assim, após uma queda de 1% prevista para o PIB deste ano, Nakano estima recuperação e alta de 3% em 2010. Uma expansão da ordem de 5%, entretanto, demorará a ser retomada.

Nakano tampouco acredita em retomada de investimentos enquanto houver capacidade ociosa de produção. Por mais que haja incentivos do governo nesse sentido, a tendência é de postergar aportes, o que torna lenta recuperação.

Nesse sentido, assim como seu colega Ilan Goldfajn, Nakano prevê aumento de desemprego, com desaquecimento dos setores mais dependentes da massa salarial no país.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)




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