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Bovespa fecha em baixa e acumula perda de 0,9% na semana

02/07/2009 - 18:34 - Valor Online

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SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não escapou da instabilidade externa e fechou a quinta-feira em território negativo. O Ibovespa perdeu 1,01%, fechando aos 51.

024 pontos. O giro financeiro foi baixo, ficando em R$ 4,08 bilhões. Na semana, o indicador acumula queda de 0,90%.

O ponto a ser destacado é que as perdas, por aqui, foram menores que as registras em outras praças de negociação. Em Wall Street, por exemplo, o Dow Jones caiu 2,63%, enquanto recuou 2,67%. Já na Europa, Londres cedeu 2,45%, enquanto Frankfurt afundou 3,81%.

"A bolsa refletiu a economia americana de joelho em termos de emprego", resumiu o diretor da Indusval Corretora, José Costa Gonçalves.

Segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, foram fechados 467 mil postos de trabalho no mês passado naquele país, montante bastante superior às expectativas, que oscilavam entre 365 mil a 400 mil vagas. Já a taxa de desemprego avançou de 9,4% para 9,5%, abaixo, contudo, dos 9,6% esperados.

Segundo o especialista, a perda de emprego muito acima do estimado mostra que a situação ainda é ruim nos EUA, tirando força das expectativas de retomada de crescimento ainda em 2009.

Para Costa, esse tipo de sinalização proveniente do mercado externo reforça um consenso que ganha cada vez mais força entre os investidores: sem perspectiva de melhora rápida das economias de centro, o mercado doméstico ganha destaque.

"É isso que vai ditar o segundo semestre na bolsa. Essa história de que o quadro externo negativo vai se reverter no final do ano começa a perder força e os agentes passam a apostar nos projetos do mercado doméstico", diz Costa.

Segundo o especialista, há motivos de sobra para comprar essa história, pois o consumo no país é bastante elevado, há aumento de renda e o governo tem grandes investimentos em infraestrutura.

Ainda de acordo com Costa, as ações de primeira linha é que garantiram o ganho de 37% do Ibovespa no primeiro semestre. "Agora, a bola da vez é o mercado doméstico", diz Costa, ressaltando as oportunidades de investimentos nos setores de telecom, bancos, elétricas, construção e rodovias.

No lado corporativo, o papel PN da Petrobras liderou o volume negociado, e caiu 1,76%, para R$ 31,24. Já a ação PNA da Vale cedeu 0,23%, para R$ 30,05.

Ainda na primeira linha, Usiminas PNA marcou baixa de 3,27%, a R$ 41,30, e Gerdau PN teve desvalorização de 1,21%, a R$ 20,34.

Entre os bancos, o papel ON do Banco do Brasil foi destaque, ao marcar alta de 2,10%, para R$ 21,80. Itaú PN ensaiou valorização, mas caiu 0,22%, a R$ 31,04. Já o ativo PN do Bradesco devolveu 1,66%, a R$ 28,40. Também entre os mais negociados, BM & FBovespa ON diminuiu 2,94%, para R$ 11,51.

Escapando às vendas, Light ON marcou alta de 3,0%, para R$ 28,48, Cesp PN subiu 2,25%, a R$ 20,40, e Cosan ON avançou 2,19%, a R$ 15,37.

Fora do índice, o destaque, pelo quarto dia, foi a ação ON da Visanet, que subiu 1,06%, para R$ 18,02, com mais de R$ 472 milhões em negócios, cifra superior à movimentada pela ação PNA da Vale.

Forte valorização para a ação ON da Abyara, que subiu mais de 10%, para fechar a R$ 2,50. Também no setor de construção, Even ON teve acréscimo de 7,84%, para R$ 3,71.

(Eduardo Campos | Valor Online)




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