02/07/2009 -
17:18
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Redação com agências
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu a tendência dos mercados internacionais e teve um pregão de queda nesta quinta-feira (2), repercutindo os dados negativos sobre o mercado de trabalho nos EUA. O índice Ibovespa – o principal da Bolsa Paulista – terminou a sessão com perdas de 1,01%, aos 51.024 pontos.
Durante o dia, os principais fatores para o recuo do índice foram os dados do Departamento do Trabalho dos EUA, que informou que a economia norte-americana cortou 467 mil postos de trabalho em junho, superando o corte revisado de 322 mil empregos em maio e a expectativa de economistas de perda de 350 mil vagas. A taxa de desemprego subiu para 9,5% em junho, frente aos 9,4% em maio.
O dado sobre o mercado de trabalho da zona do euro também não trouxe motivos de comemoração. A taxa de desemprego subiu para 9,5% em maio, o maior nível desde maio de 1999.
Entre os ativos de maior peso na carteira do Ibovespa, Petrobras PN caiu 1,76%, para R$ 31,24; Vale PNA recuou 0,23%, a R$ 30,05; Itaú Unibanco PN perdeu 0,22%, para R$ 31,04; BM & FBovespa ON diminuiu 2,94%, cotada a R$ 11,55; e Bradesco PN teve desvalorização de 1,66%, a R$ 28,40.
Em Wall Street, as vendas foram mais acentuadas. O Dow Jones fechou com baixa de 2,63%, aos 8.280 pontos. O S&P 500 perdeu 2,90%, para 896 pontos, e o Nasdaq recuou 2,67%, a 1.796 pontos. O pregão na Bolsa de Valores de Nova York foi estendido por 15 minutos devido a problemas técnicos.
Cenário interno
No Brasil, a principal notícia foi positiva, com a produção industrial crescendo 1,3% em maio ante abril. Mas, para a Bolsa, o dado doméstico foi relegado ao segundo plano.
Apesar da entrada de dinheiro nos dias 24, 25, 26 e 29 de junho, o saldo de negociação estrangeira na Bovespa caminha para fechar o mês com sinal negativo, colocando fim a uma sequência de quatro meses seguidos de captação.
Dados da própria Bovespa apontam que o saldo de negociação direta estava negativo em R$ 1,03 bilhão no acumulado do mês até o dia 29 de junho. No entanto, no acumulado do ano, o saldo está positivo e passa dos R$ 10 bilhões.
Dólar
No mercado cambial, o dólar comercial teve um pregão de alta frente ao real, seguindo o dia pessimista do setor financeiro. A moeda norte-americana terminou as negociações cotada a R$ 1,952, com elevação de 1,14%.
"Na realidade hoje o mercado (de câmbio) seguiu o movimento lá de fora. Os números de desemprego nos Estados Unidos vieram piores que o esperado e isso mexeu com o dólar aqui", avaliou Francisco Carvalho, gerente de câmbio da Corretora Liquidez.
Além desse fator, para Marcos Trabbold, operador de câmbio da B&T Corretora de Câmbio, o adiantamento do feriado de 4 de julho nos Estados Unidos para sexta-feira pode ter estimulado investidores a fazer hedge (proteção) no mercado de câmbio futuro, por meio da compra de dólares.
Durante o dia, o Banco Central (BC) voltou a intervir no mercado e realizaou mais um leilão para compra de dólares no mercado à vista de câmbio. Segundo comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) do BC, a atuação teve início às 15h42 e terminou às 15h52. A taxa aceita ficou em R$ 1,9525.
(Com informações da Reuters, Valor Online e Agência Estado)
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