30/06/2009 -
10:27
, atualizada às 14:53 30/06 -
Redação com agências
Após iniciar os negócios em alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) "virou " e opera em queda nesta terça-feira. Por volta das 14h45, o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, registrava queda de 1,32%, aos 51.451 pontos.
A inesperada retração no índice que mede a confiança do consumidor norte-americano agravou os temores dos investidores em relação aos lucros das empresas e ao desempenho da economia, puxando, por consequência, as bolsas para baixo. As bolsas de Nova York fizeram o mesmo movimento e inverteram a abertura em alta.
Na agenda do dia, a pesquisa S & P/Case-Shiller mostrou que o preço dos imóveis nos Estados Unidos caiu 18,1% nos 12 meses encerrados em abril. Já no comparativo mensal o preço nas 20 cidades estudadas cedeu 0,6%. O dia ainda reserva o indicador de atividade em Chicago e o índice de confiança do consumidor.
Internamente, o desempenho da Bolsa paulista vai depender do comportamento dos investidores estrangeiros. Após o frisson gerado pela estreia das ações da VisaNet, ontem, na Bolsa, hoje é dia de acompanhar a resistência do papel à realização de lucros.
Ações
Após a VisaNet iniciar sua negociação na Bolsa com uma alta de ações de 11,80% e liderar o volume financeiro individual, com mais de R$ 2,8 bilhões, os analistas não acreditam em uma realização forte de lucros no ativo, caso seja mantido o viés de alta do mercado amplo.
Hoje, o Bradesco registrou cerca de R$ 2 bilhões de lucro bruto com a venda de ações na oferta pública inicial da VisaNet. O banco informou que o valor, já deduzidos os custos de distribuição, fará parte dos resultados do segundo trimestre. Após a oferta, a atual participação do Bradesco no capital social da VisaNet Brasil caiu de 39,26% para 28,76%.
O banco informou ainda que o resultado do segundo trimestre também será impactado por reforço na provisão adicional para devedores duvidosos, no montante de R$ 1,3 bilhão (antes de impostos), para fazer frente ao cenário atual e ao aumento dos índices de inadimplência ou alterações no perfil de risco da carteira de crédito.
E passada a estreia da VisaNet, outras empresas seguem se aproveitando da janela de oportunidade para ofertarem ações. A BR Malls, empresa que atua no segmento de shopping centers, está realizando uma oferta de ações, que inicialmente envolverá 48.455.481 papéis, dos quais 30.284.676 ações de distribuição primária e 18.170.805 ações em distribuição secundária. A reserva pelas ações da BR Malls ocorre só hoje. A oferta poderá chegar a R$ 809 milhões, sem levar em conta lotes suplementar e adicional.
A Light, por sua vez, anunciou que fará uma oferta secundária de 26.791.345 ações no Novo Mercado. Considerando-se o preço do papel no fechamento de ontem da Bovespa, de R$ 27,75, a operação deverá girar R$ 743,460 milhões. Segundo o aviso, o período de reserva das ações começa em 7 de julho e se encerra em 10 de julho. No dia 13 de julho será encerrado o procedimento de livro de ofertas (bookbuilding) e fixado o preço por ação.
A decisão do Banco Central de prorrogar o incentivo dado a bancos para compra de carteiras de crédito de instituições financeiras de menor porte deve ter pouco impacto em papéis do setor.
Dólar
No mercado cambial, o dólar vem operando com oscilação. Por volta das 14h45, a moeda americana apresentava valorização de 0,05% e estava cotada a R$ 1,965.
O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio, comprando moeda americana em leilão no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 12h17 e terminou às 12h27. A taxa aceita ficou em R$ 1,967.
(Com informações do Valor Online e da Agência Estado)
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