RIO DE JANEIRO - A Petrobras já obteve no mercado financiamentos suficientes para cobrir o plano de investimentos até 2013, afirmou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. Segundo ele, a empresa já conseguiu no mercado, desde o lançamento do plano, mais de US$ 30 bilhões.
"São suficientes para a empresa até 2013 a preços correntes. O plano é perfeitamente exequível e vai nos levar a crescimento em todos os setores", disse nesta segunda-feira Barbassa a jornalistas, após evento no Rio de Janeiro.
"Estamos bastante confortáveis."
O volume de financiamentos deve se somar à geração de caixa da companhia para a execução do plano, cujos investimentos previstos são de US$ 174,4 bilhões.
Barbassa citou entre os financiamentos já obtidos pela Petrobras os R$ 25 bilhões conseguidos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social); US$ 6,5 bilhões por meio de um pool de bancos; US$ 2 bilhões do US Exim Bank, além dos US$ 10 bilhões junto ao Banco de Desenvolvimento da China.
Apesar de já ter conseguido no mercado cobrir as necessidades de financiamentos, o diretor disse que a empresa pode fazer novas operações.
"Mesmo com o plano de financiamento coberto, é sempre bom ter sobra de caixa. Dinheiro bom é dinheiro no caixa, até para administrar o passivo da companhia, não vamos sair do mercado", disse Barbassa, em café da manhã com jornalistas.
Pré-sal
Após criticar o rebaixamento da Petrobras por agências de classificação de risco, Barbassa disse que a companhia está desenvolvendo um projeto de redução de custos para a exploração da camada pré-sal.
De acordo com Barbassa, a redução de custos inclui uma maior automação das plataformas, o que reduziria o número de trabalhadores, modificações nos projetos das plataformas e a redução de perfuração de poços pela empresa.
Estimativas da empresa feitas em 2008 apontavam para necessidade de 30 poços para a produção de 120 mil barris/dia no pré-sal, sendo 20 para produção e dez para a rejeição.
Mas estudos mais recentes, acrescentou Barbassa, reduziram o número de perfurações para 20, sendo 12 para produção e 8 para injeção.
"Já aumentamos a produtividade, reduzir em dez poços significa uma economia de mais de US$ 1 bilhão por plataforma, porque cada poço custa mais de US$ 100 milhões."
Hoje em uma plataforma de grande porte trabalham cerca de cem pessoas, e Barbassa disse que a empresa quer melhorar o monitoramento em terra, reduzindo assim os profissionais embarcados.
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